Felipe

Somente Deus é imutável e inacessível. Por Paixão e Justiça vou Amar no caminho da Liberdade.

Espero me calar depois deste artigo. Já disse tudo o que tinha para dizer.

Estou tratando de um assunto mainstream, nossa! No entanto, este é um momento onde não pretendo usar dos rótulos da teoria cognitiva e tratar o filme d'uma maneira mais simples e direta: focando no todo. Este artigo pressupõe apenas que o leitor tenha assistido o filme, logo, não vou cobrar conhecimentos prévios como já fiz nas minhas outras análises de filmes – quem sabe quando eu observar sob a perspectiva da teoria cognitiva. Talvez em breve. Talvez.

Pois bem, de maneira curta e grossa, O Poço é o Purgatório. A plataforma mágica, o sono onde o sujeito dorme num andar e acorda em outro e a tecnologia de ponta que é capaz de detectar alimentos no andar. Vigilância? Inteligência artifícial? De qualquer forma parece que há algum mecânismo de vigilância, caso fosse “realidade” – da maneira que entendemos como tal – logo, o clímax do filme torna-se completamente descartável: pra que entregar uma mensagem para quem já sabe das coisas que acontece no Poço? Manés.

Antes de prosseguir, espero que o leitor tenha alguma noção da Teoria dos 4 discursos de Aristóteles:

Vamos trabalhar nas estruturas poéticas (no sentido do que pode ser imaginável). As regras do jogo são simples: o protagonista acorda numa realidade diferente, mas com regras pré-estabelecidas – ou seja, as fantasias que vemos durante o curso do filme como o elevador mágico e o gás. O que não puder ser compreendido através de uma explicação lógica, ficará fora do alcance da compreensão humana através do mistério.

Sendo o purgatório uma realidade espíritual individual, com base apenas nas estruturas da alma do sujeito, vamos assumir que, por um segundo, o personagem principal realmente experimentou o lugar. Portanto, vamos assumir um estado de quase morte. Ao invés da perspectiva de um purgatório compartilhado, onde todas as pessoas que estão naquele lugar são reais, há maiores chances de tudo ser uma projeção do sujeito em questão: ou seja, uma espécie de sonho lúcido.

Pois na perspectiva do lugar ser o purgatório, é evidente que a administradora, Imoguiri, ao invés de ser uma pessoa real que morreu de câncer de mama, é uma administradora da própria consciência de Goreng – o personagem principal. Sendo assim, o objetivo do lugar é testar os próprios valores de Goreng.

Imoguiri é o lado idealista da consciência. É compassivo e acredita que todas as pessoas são boas por natureza e que numa escala hierarquica, os do topo iriam respeitar os de baixo. Ela morre e volta para a fonte justamente por estar errada.

No outro extremo, Trimagasi faz o papel do “Diabo”. Sua função é simplesmente corromper Goreng pelo intelecto, usando da tortura e da lógica nua e crua como forma de persuadir. Miharu é outra face do “Demônio”, só que ao invés de corromper o intelecto, ela decide corromper as paixões: as emoções. Portanto, convém não usar de palavras mas entrar em comunhão emocional. Vemos que tal demônio é ainda mais eficiente. Vamos tomar os demônios como forças da natureza que atuam sobre o ser humano de maneira inconveniente, mas para fins poéticos, eles foram encarnados em tais personagens.

Baharat, portanto, representa o lado ativista da consciência, que quando encontra uma causa pela qual lutar, vai até as últimas consequências não importa o que aconteça. Sr. Brambang consiste nas funções mediadoras da consciência, não entrando como uma barreira mas como um filtro.

O objetivo de tal projeção mental é mostrar a realidade da natureza humana para Goreng. É simplesmente uma forma da mente idealista dele o dizer: ei, caralho, as pessoas são tremendas filhas da puta, mas ainda são responsáveis pelos próprios atos.

Em um simulácro de realidade, onde a natureza humana é exposta de maneira nua e crua e podemos observar diversos tipos de comportamento, moldado com toda a perfeição do núcleo da alma que a sustenta e tendo um chefe de cozinha que prepara os pratos mais impecáveis – no céu da consciência, os patamares mais altos da percepção, até chegar nos abismos – cria-se o corpo social: onde as almas são testadas.

Quais as lições? Simples, todos ali são tremendos filhos da puta e se fosse para aplicar a justiça no mundo, metade das pessoas deveriam ser assassinadas de maneira brutal de tal forma que começariamos do zero – e o ciclo tenderia a se repetir infinitamente. A negação dos frutos da percepção é a negação da própria realidade. Devolver um prato de comida intacto, agradavel é o mesmo que dizer: não quero tal realidade que me foi entregue, ainda que a Sobre-consciência tenha projetado tudo de maneira impecável para a alegria dos homens, os que estão em cima corrompem o que chega até a minha alma e a entopem de sujeira e maldade.

A garotinha, no fundo, não sofre influência alguma daquele ambiente. Está intacta. É a própria alma dele, ou melhor se dizendo, a parte interna a estrutura de percepção que não pode ser atingida ou influênciada por nada: é simplesmente pura e inocente.

Os diabos do intelecto e das paixões. O diabo do intelecto deseja apenas a própria sobrevivência, podendo se tornar um canibal, mentindo para si mesmo apenas para continuar com a maldade. O diabo das paixões, por outro lado, é uma forma de corrupção do ser que está buscando a criança interior. Busca a pureza, mas por conta da sujeira que encontra, tonra-se impuro: quer apenas a própria alma intacta, que ela esteja bem, mas encontra tantas desgraças no caminho que acaba cometendo atos de insanidade. Ignora o intelecto da mesma forma que o intelecto a ignora. Mas ambos não são capazes de penetrar fundo.

O intelecto deseja apenas estar nos níveis superior de pureza e clareza de percepção enquanto as emoções querem descer até a alma mas sempre acabam tendo algum choque de realidade e sobem: quando voltam, estã ainda pirores. Além do fato de que, se as emoções forem muito fundo, uma hora ou outra vão acabar sendo destruídas: como muitos viciados que morrem por dentro.

Devolver a criança, logo, significa dizer: ei, eu nego tudo o que me foi entregue nesta realidade pois está sendo sujado por mãos humanas. No entanto, eu devolvo minha alma, a estrutura mais pura do meu ser, para que nas mãos da perfeição ela esteja e na ordem sobreviva, sendo servida pelo que há de melhor no universo.

Tal encontro só pode ser feito na morte, que é o que acontece com Goreng no final do filme. A vida é o processo de busca de tal alma. O Purgatório, enquanto projeção mental, é o Big Picture da própria vida de Goreng até o momento de sua morte. Ele aceitou a etapa de purificação, o purgatório, que também pode ser chamado de reflexão.

Pois através da sabedoria vamos nos purificando e removendo o que há de imperfeito em nossas almas. Quanto mais fundo vamos na busca pelo conhecimento, mais partes nossas vamos matando para limpar o nosso ser. Mais próximos ficamos de encontrar nossas almas. Algo que uma pessoa perversa, filha do caos, está distante de alcançar: pois ao reprovar em todos os testes superiores por conta da maldade, o que há de fazer com a própria alma? O que há de fazer com a garotinha do fundo? Deixá-la morrer de fome? Voltar com ela, trazendo toda a essência impura de volta ao caos (no caso, ressuscitar)?

O Poço, mesmo no andar zero, é o mundo interior que sofre influências do mundo real externo. As pessoas são projeções da natureza humana nua e crua. O chefe de cozinha, impecável, compõe a parte universal da nossa alma: as leis morais que governam o mundo interior (da qual podemos ir contra, mas pagando caro depois). Do outro lado, a garotinha, é a nossa individualidade, síngularidade e a raíz da consciência. A alma. A percepção pura e simples, livre até mesmo das escolhas.

O que implica o encontro da alma com a lei moral na forma mais perfeita? No fime, seria óbviamente o fechamento do Poço. Que significa, em termos mais claros, o fim do purgatório: e o purgatório é aqui, na Terra. O que vamos devolver para a fonte? O que devolvemos todos os dias? Basta ter força de vontade para enfrentar nossos monstros e alimentar nossos heróis inocentes que estão dentro de nós para conseguir terminar a missão e mandar a garotinha que está dentro de cada um de nós.

É um processo indivídual. Nós somos os resultados das nossas próprias escolhas. O mesmo Poço que está dentro de nós, também está do lado de fora. Vamos chegar todos fodidos até a garotinha e, aí de nós! Imagine se nos apresentarmos com o psicológico corrompido por conta de muita maldade, fracos e próximo da morte! Ela vai correr de nós! Ela pode morrer. Nosso antigo ser pode ficar na eterna escuridão. Mas se falharmos em mandar nossa alma para a luz?

Então aparece uma pergunta muito simples: o que podemos fazer para mandar nossas almas para a luz. Livre de línguagem símbólica, o que exatamente deve ser feito? Bem, a resposta básica é comer. Mas comer pensando nos que estão em baixo, já que não podemos cagar para cima. Em outros termos, é pensar no próximo e, em nossa jornada para buscar nossas almas, ser bons com que é bom e precisa de ajuda mas... Dar uma paulada na cabeça de todos os filhos da puta que se aproveitarem de nós para continuarem cometendo maldades!

Devemos amar a Justiça de todo o nosso coração. Assim, poderemos amar verdadeiramente. E, uma pessoa de percepções saudáveis em condições adequadas, junta de semelhantes, que faça isto, certamente viverá em paz e terá livre acesso a qualquer parte do próprio ser quando bem entender. Isso se chama auto-controle. Conquista-se através do conhecimento da Verdade, que necessita a prática da bondade que, além da ausência de doenças na percepção, exige sensibilidade ao que é belo.

Espero que seja meu último artigo – de modo que os outros sejam mero passa-tédio – pois finalmente disse tudo o que tinha para dizer de modo a calar minha mente e seguir a jornada pela busca da minha alma e ter aberto as portas para que outra pessoa, nem que seja apenas uma, consiga obter os mesmos resultados formidáveis.

Apesar de não ter nenhuma religião, creio que há um Deus, mas não da forma que me foi passada ao longo dos tempos. Mas, sendo uma espécie de agnosticismo ou não, este jogo diz respeito apenas a nós mesmos e ao que vamos devolver a ele. Não é um ser humano, mas a estrutura do real e independe das nossas opniões sobre o mesmo. O que importa é a nossa relação entre nós mesmos. Entre ele é o que vêm depois. Estamos aqui para amar uns aos outros e nisso eu concordo com o Cristianismo. Concordo, também, com o senso de justiça do Islã, apesar dos inúmeros erros que estão sendo cometidos.

Pois há um pedacinho do céu em cada povo e em cada pessoa e a mensagem pura é apenas a nossa percepção que é limitada em comparação ao infinito. Devemos nos abrir para o amor de Deus e começa no teste do purgatório que é esta vida: amar a humanidade. Alguns vão escolher amor de paixão e outros o amor de justiça – como é o meu caso. No entanto, na escolha do amor está a escolha do que as religiões chamam de Céu. Portanto, a cada um dos camaradas e das camaradas que compreendem minhas palavras e que eu busco o melhor para homens e mulheres – igualmente e sem injustiças – antes de começar a minha jornada pessoal e me calar definitivamente:

Amo-te.

Tudo o que tiver que dar errado, vai dar errado!

Anything that can go wrong, will go wrong. That's a famous law. If you live a long life, you'll understand.

Neste artigo convém fazer algumas reflexões sobre a situação atual do povo brasileiro. Do ginocêntrismo até a escravidão, percebe-se que os negros não deixaram de ser escravos: apenas foram introduzidos numa outra forma de escravidão onde o homem é o responsável por construir e manter os alicerces da própria senzala.

Neste mês de Abril, está em aberto a hipótese do sistema de saúde brasileiro entrar em colapso. O nosso governo socialista já começou a distribuir migalhas e, como de se esperar de um socialismo ginocêntrico – onde igualdade significa escravizar uma classe da população em benefício de outra – as mãe solteiras vão receber o dobro de ração. Sara Próton já disse como deveria ser: dividir entre informais solteiros e com filhos, ignorando os sexos.

Mas não é o que acontece. É mais conveniente escravizar todos os homens do que apenas os negros. É ainda mais conveniente impedir a construção de famílias e usar da engenharia social para que as mulheres contribuam com a queda do próprio lar – por serem mais vulneráveis.

No entanto, diante de um posssível colapso no sistema, abre-se alguma brecha para que haja alguma mudança positiva. Só que deve-se ter em mente que tudo o que tiver que dar errado, vai dar errado.

Socialismo ginocêntrico

Igualdade feminista. Piada.

Dê mais dinheiro para a mulher solteira, uma miséria para o homem e o resultado não poderá ser outro: dissolução das famílias mais carentes. É a forma do governo Bolsonaro – suposto defensor da família – dizer: pobres não devem ter família. É tão ou mais canalha quanto as pessoas que defendem o aborto em bairros negros e pobres, talvez mais pois não apenas os negros são pobres e Bolsonaro pretende foder todos os homens e criar uma geração sem pai, contrubuíndo com a indústria psiquiátrica e com probleams de saúde na população carente.

O que a mulher pobre passando fome com os filhos vai fazer? Com o pai recebe 600, sem ele 1200 + pensão e ainda fica com a casa. No desespero, é claro que a família se dissolve, porra!

No reino animal, as hienas dividem carne podre com os abutres. Os leões comem, deixam um resto de miséria e, na hierarquia das hienas, as fêmeas comem primeiro, depois os filhotes e se sobrar alguma coisa, os machos roem algum osso. Eles são menores e mais fracos, por isso tal relação de submissão.

Em outro reino de animais, os poderosos que estão no topo – lê-se políticos, representantes de oligopólios e cartéis e líderes de grandes seitas – são como os leões. Fazem o que querem, comem o que querem e quem eles quiserem. Alguns são devotos da luxúria, outros, no entanto, conservam modelos dinásticos de famílias super tradicionais para se manterem no poder ao longo das gerações.

No entanto, os que estão sob os pés dos leões são obrigados a comerem os restos. É como no filme O Poço, onde a comida chega impecável no topo, mas conforme vai descendo e a mesa sendo compartilhada, a seia fica cada vez mais podre, cheia de restos e quem sabe com um pouco de bosta. Nos andares inferiores, onde a comida não chega, as pessoas são obrigadas a comerem umas as outras.

Os que conseguem subir um andar? Recebem uma bela de uma cagada na cabeça e tornam-se meras marionetes. Pois assim como nos sistemas de escravos que construíram o Brasil, o povo continua se reproduzindo em grandes surubas em grandes arenas – o carnaval! – e os poucos que conseguem alguma certeza de que são pais legítimos acabam se fodendo no final. Família é um sistema humano de poder hereditário e cumulativo, do qual as massas não compreendem muito menos participam.

Começa com o consumismo, de modo que vemos 90% dos produtos indo para as mulheres nos Shoppgins – o que um macho vai comprar naquele inferno? – e afins. Depois nas propagandas. Lembram do cara que levou uma cagada na cabeça tentando escalar o poço? Quem assistiu o filme vai entender do que estou falando. São os casamentos que “deram certo”. De fachada, sendo usados apenas para mostrar para a população: nem com dinheiro vocês poderão ter poder. Em outros termos, basta ver bilionários pagando pensões e tendo esposas desonrosas e feministas. O desrespeito de tais famílias começa no seio materno e são apenas hienas que acham que podem comer a comida dos leões, que estão apenas esperando a fome para tirá-las de cima da caça.

São porquinhos sendo engordados aos poucos. Ou melhor, estão cozinhando as rãs, aumentando aos poucos a temperatura. Começa com um banho quentinho e vai aos poucos deixando a carne mácia e pronta para ser degustada. Os carangueijos no balde também são um símbolo deveras interessante. Dividir para conquistar, sim, isto, é o que estamos vendo acontecer. É algo que já está acontecendo antes mesmo deste século: Como mostra o artigo sobre a bolha misândrica. O ocidente enfraqueceu o homem, o tornou um escravo digno de ser escarnecido por todos os seus antepassados e as mulheres que acreditavam no socialismo ginocêntrico estão vendo o sistema entrando em colapso.

A mentira

Bolo!

Piadas a parte, a mentira que estamos observando neste primeiro de abril não é a receita de bolo do minecraft. A mentira, pois, é sobre o fim da escravidão. Sabemos como o nosso país foi construído: sem terras para explorar na Europa os portugueses decidiram encontrar a terra prometida, ou o Brasil.

Chegaram, avistaram os nativos pelados e ficaram doidos. Estupraram as índias e dominaram a terra, impondo a cultura européia nos índios para depois os escravizarem. No entanto, o espírito da mãe terra que ecoava nos corações dos nativos não aceitou a escravidão.

O que levou, em seguida, os portugueses a importarem escravos da África. E foi assim que nosso país foi construído. Portugueses ganânciosos, oportunistas e imorais, alguns padres católicos tentando colocar algum freio ginocêntrico na população – veneno disfarçado e vacina, apenas para enfraquecer os homens que poderiam se revoltar e lutar contra o sistema que oprime as famílias, mas ao tirar as famílias dos mesmos pela mão das próprias esposas e os escravizar com pensão alimenticia e desvio de patrimônio pela indústria do divórcio, conseguiram aliados poderosos para manter a escravidão – índios que perderam as terras e tiveram suas esposas estupradas e negros que levavam uma paulada na cabeça num dia e acordavam em outro continente no outro: sendo vendidos por outros negros!

Tenho sangue negro, apesar de ser pardo – mas com densidade corporal e resistências formidáveis e um belo metabolismo que ajudou na inteligência e nos esportes, graças a genética negra que eu tenho orgulho de carregar – e o que aprendi com meus camaradas foi que a escravidão mudou de nome: democrácia. Ou uma nova cara para o socialismo e sistemas opressores antigos: uma soma de todos eles.

Acontee que os donos de escravos perceberam que escravizar os negros não bastava. Deveriam escravizar todos os homens para construírem confortos exclusivos mais rápidos. Mas não poderiam saber que eram escravos, logo, criou-se tal atmosféra de falsa liberdade. Ou, em outras palavras, o tema do falso paraíso, uma idéia genial encontrada no jogo Devil May Cry 3 (com fortes raízes na Divina Comédia e nos contos de H.P. Lovecraft).

A queda do falso paraíso

O ciclo se repete.

Mais uma vez, expulsos do paraíso. O fim da bolha misândrica é uma possibilidade em face de uma crise. Apesar de que a realidade está sendo a dissolução de casamentos por conta dos homens que ficaram desempregados durante a crise – ou por violência doméstica cometida por mulheres que num piscar de olhos conseguem outro otário para as sustentarem.

O que acontece quando uma civilização está em queda? No símbolismo religioso acontece o apocalipse, que é o fim da própria religião de tal civilização. No entanto, também pode ser representado pelos fenômenos que construiram tal civilização. Sim, o ciclo se repete.

Apesar disso, como eu já havia escrito sobre a Tabula Rasa, uma hora ela deverá ser quebrada. Não terá mais tinta. O ciclo acaba. Mas para quem ele acaba? Para os homens livres que por não terem se beneficiado com o sistema antigo, não vão repetir os mesmos passos na construção do novo sistema.

Pois infelizmente, gado é o que não falta e os homens modernos gostam de serem tratados como escravos. Creio que tais homens que curtem esposas feministas, se estivessem no filme O Poço, comeriam a bosta e espalhariam na cara por ter saído do cu de uma fêmea.

O conservadorismo é apenas um dos alicerces do feminismo. Um depende do outro. É como a relação entre os Elfos de Valinor e a Ungoliant:

Devora.

Depois de terem sido usadas para devorar tudo, o inimigo descobre que não poderia colocar um freio no monstro que criou e que perderia boa parte das conquistas. No final, toda gulosa estará fadada ao destino de devorar a si mesma. Tolkien foi profético sobre o fim da nossa civilização.

Ainda que o nosso governo socialista tente segurar as rédeas para garantir 50% do eleitorado feminino, ignora que tal sistema só funciona por conta dos escravos que estão se fodendo na senzala moderna.

No entanto, quem se fode na crise? Sim, os mais pobres – os mesmos que tem as famílias destruídas com as políticas socialistas e propaganda feminista – porque os poderosos, especialmente os que detém poder político, poderão se guardar para voltarem e continuarem com o ciclo.

Mas a dor fica. O caos. A reconstrução por meio de um viés tradicionalista onde por meia hora de buceta por mês o marido aceita ser escravo do sistema. Apesar disso, percebe-se que por conta do MGTOW – é notável, ainda que tenha muitos retardados no meio – há uma terceira força bem como vários grupos independentes agindo na sociedade.

Logo, no pior cenário o possível, váraios grupos vão brigar entre si na disputa pelo poder e isso significa que apenas uma força externa muito bem preparada poderia colocar ordem. Os traficantes teriam vantagem por terem armas num país de gado. Até as novas formas de escravidão se estabelecerem outra vez, os que tiverem alguma sabedoria para lidar com a crise que só está começando, poderão garantir pelo menos a própria existência.

Mas tudo o que tiver que dar errado, vai dar errado. No entanto, vejo que a necessidade agora não é mais a de fazer cálculos e análises, mas de simplesmente aproveitar os recursos e observar. Simplesmente deixar rolar para ver no que vai dar, pois é o máximo que pode ser feito.

Introdução: são minhas reflexões sobre religião e fé. Apesar de algumas destas idéias já terem sido elaboradas em outros artigos, creio que agora chego num ponto final sobre o assunto. De modo que tudo está claro, poderei prosseguir com o desenvolvimento do meu método filosófico.

Contemplando a loucura

Começou quando criança. Observava os atos irracionais dos meus tios e eles os justificavam com o argumento de que a bíblia os ordenava. Fiquei intrigado pois um homem de ótimo raciocínio lógico ficava irracional perante as ordens de um pastor. O que este homem fez? Vendeu um apartamento, roupas, eletrônicos e muitas outras coisas conquistadas com o suor de anos de trabalho duro para entregar num evento religioso chamado de “fogueira santa”.

Ele dizia que se não entregar tudo, não seria abençoado com fortunas. Caso algo desse de errado, a desculpa era a de que ele não teve fé o suficiente. O silêncio era a resposta que ele entregava quando as próprias escrituras contestavam tais atos de imprudência. Mas ele se importava? Minha tia, no entanto, foi adoecendo aos poucos. O terror psicológico era intenso. Pessoas tinham surtos histéricos – geralmente, pré dispostas devido algum problema mental – e bancavam o teatro de estarem endemoniadas (se é que não foram pagas para isso).

Os pastores inventavam nomes para demônios. Falavam algumas palavras em latim e hebraíco e manipulavam as emoções de todas as formas possíveis. Músicas aterrorizantes tocando no ambiente, luzes vermelhas, o sonoplasto deixava a voz do pastor mais grave e o tecladista? Só poderia ser o Bach dos teclados, de tão genial. Somando tudo isso com uma tia-avó doente mental, que inventou uma história de adultério para destruir o casamento da coitada, acabou surtando e ficou 3 dias e 3 noites em pé, no quarto, rezando até a mais completa exaustão psicológica (ficando rígida da cabeça aos pés).

O marido não aceitou a proposta de reatar o casamento, pois foi humilhado e perdeu o restante dos bens para a esposa que não construiu nada durante o casamento, já que o salário dele ia para a casa e o dela era torrado em clínicas de estética, acâdemias e outros atos de vaidade. O resultado não poderia ser outro. Hipótese diagnóstica? Síndrome do Pânico, tendo quadros esquizofrênicos quando em situações de estresse. 5 anos e ainda não se recuperou totalmente e o pouco progresso que ela teve foi destruído por um irmão canalha que a roubou.

Também observei o comportamento de outras seitas protestantes. Os adventistas falsificavam a história para poder encaixar tudo de acordo com a narrativa da Bíblia. Um bando de narcisistas arrogantes, mentirosos e trapaceiros. Não é de ficar espantado o número absurdo de casos de ciclos de narcisistas e borderlines que encontrei em tal seita.

A loucura católica

O resultado foi o ateísmo na adolescência. Mas depois, nossa, um momento! Alguns católicos tomistas bem como a influência da ascenção da nova direita no Brasil me forneceu a tentação do século. Desde pequeno eu era mais interessado em receber instruções e observar argumentações decentes do que obter qualquer afeto e ao encontrar tal fonte rica em argumentações, observações da realidade e da dedcadência do mundo moderno em pouco tempo, graças a fragilidade da juventude, me tornei católico.

E em pouco tempo eu abandonei essa merda. Começou pela besteira do Terço – começou com o Rosário – que tinha o mesmo apelo emocional encontrado na primeira seita que mencionei neste artigo. Eu não sei o que me fez acreditar naqueles rituais horrendos e psicológicamente devastadores, mas sei que parei quando tive que fazer tratamento psiquiátrico para um quadro sério de Síndrome do Pensamento acelerado acompanhado de uma puta dor de cabeça. Por sorte, me recuperei em alguns meses e os exames, desde o EEG até a tomografia computadorizada do crânio, bem como os testes psicológicos mostraram que eu finalmente voltei a ser normal.

Nota: eu estou resumindo minha experiência, mas há muita sujeira na seita católlica. O fato de que os santos apresentam características de transtornos de personalidade borderline ou narcisista, como mutilação, em especial o transtorno de gado, que consiste em continuar finânciando uma instituição corrupta mesmo com todos os escândalos da mesma.

Durante esse período final, no entanto, começou uma fase de reflexão profunda sobre o que eu tinha feito da minha vida todo esse tempo e, infelizmente, ainda não assumi uma nova fé ou o fim da primeira. Confrontando as pessoas de fé, percebi que elas sustentavam a própria fé com as emoções, especialmente o medo. O medo de serem rejeitadas por algum grupo social acolhedor. O medo de ficarem sem algum significado para a vida. E o medo de não terem um trouxa para poderem enganar de modo a comprarem um terreno no céu.

Compromisso com a Bondade, Beleza e Verdade? Nunca vi. Faziam como forma de auto-preservação. Para mim, tanto as emoções doentias dessas pessoas como a falta de uma mente racional que funcione mostrou que a fé das mesmas não tinha valor algum. Era apenas uma forma de se enganarem para acreditarem em algo do qual eu não me importo. Tão logo observei esse padrão, comecei a fazer um exame em mim mesmo.

Outra nota: também tem as seitas de losers, pessoas que se dizem cristãs pelo apego que tem pelo guru, mas que não seguem qualquer moral tradicional. Composta geralmente de jovens, é um lar para degenerados sociais de todos os tipos.

Qual é a verdade?

O que é a realidade? O Universo em espaço, tempo, e matéria? O universo quantificável, portanto, deve ter uma causa inicial necessária e esse argumento lógico é perfeito. Ao retroceder infinitamente no tempo, há uma causa inicial para tudo. Logo, tal causa deverá estar acima do espaço, do tempo e da matéria por ser o sobrenatural que gerou tudo isso. Dadas as condições de ordem e equilíbrio, bem como a renovação constante, vemos que o universo é o fruto de alguma inteligência semelhante, mas superior, a nossa. Se evoluímos enquanto seres consciêntes, significa que a causa consciente – acima da orgânica – já estava presente no universo. Uma consciência, portanto?

Dentro do real existêm consciências, com várias faces e vários padrões. Cada um igualmente necessário, mas que deve ter a dose correta para não haver caos. Eu diria que é uma sobre-consciência pois está acima das estruturas conscientes em termos de avanço. Se é ou não é uma personalidade humana a questão que deveria ser respondida é: a consciência humana é a mais avançada que existe no universo? É a mais avançada que conhecemos. Mas, sabendo que a ordem é um aspecto superior, nós somos projetados para buscar a ordem.

Se tal consciência superior, ou sobre-consciência está acima do espaço, do tempo e da matéria, é inegável que ela pode – como também não pode – estar no controle de cada párticula existente (ou que virá a existir). Seja de maneira direta, ou onipresente, ou de maneira central, através de uma mente capaz de calcular com precisão a influência de uma simples formiga no curso da história. De qualquer forma, o acesso que tal sobre-consciência deve ter no universo material criado pressupõe o privilégio de super administrador, ou em outros termos, onipotência. Omnisciência já está confirmado.

Também pode ser alegado que a estrutura do universo é a própria sobre-consciência, mas por ser uma causa material vemos a necessidade de algo superior a mesma, ou a origem de todas as coisas. Sendo tal fator de origem superior a todas as coisas e tendo as consciências inferiores noção não apenas de ordem, mas de beleza e de contemplação, vemos que o propósito disso tudo é a contemplação e a evolução. O ciclo cresce em magnitude e isso é bom.

No entanto, tal ordem é feita através do confronto de forças polares diversas das quais geram os estados que vemos de alegria, tristeza, indiferença, amor, ódio e onde tiver que cair uma desgraça, não importa se as pessoas afetadas serão boas ou não: vão sofrer de qualquer forma. Pois o universo é neutro e cabe ao governo externo apenas manter a ordem e as coisas existindo.

Por outro lado, o microcosmo que há em cada ser humano e a junção do mesmo no macrocosmo, ou as conexões sociais, geram o que conhecemos por sociedades humanas. Este, por sua vez, é regido pela lei interna em cada ser humano. Ela é comúm, no que podemos captar através da lei natural ou o que é comúm de se encontrar em povos e religiões mais evoluídas. A ordem interna e quem queba a mesma em público, é castigado por outros homens. Mas quem a quebra em ambiente privado, uma hora ou outra será castigado por si mesmo.

Mesmo doenças mentais ou estados de loucura revelam que ainda existe uma ordem, mesmo que subjetiva, onde o sujeito escolhe o lado que quer estar e, obviamente, o estado final da própria consciência. Vemos também que as influências externas podem implicar numa corrupção da ordem interna de modo que a pessoa faça coisas doentias acreditando serem estas a bondade suprema e o oposto uma forma de ser castiado.

O conhecimento sobre tal ordem é proporcional a maturidade do sujeito. No âmbito coletivo, é proporcional ao desenvolvimento da civilização em questão. As que falham no processo simplesmente deixam de existir: caem por forças externas ou caem por si mesmas. Mas ainda sim, estão longes de atingirem a perfeição cósmica em sua totalidade e livres para quebrarem regras quando bem entenderem.

A perfeição superior, portanto, tem como função apenas manter a ordem externa e, de certa forma, manter as consciências existindo. Dentro ou fora de um corpo, é o que não pode ser quantificado por fórmulas matemáticas ou tratado como esquemas mentais do método ciêntifico. Em termos mais práticos, o que uma consciência sente ao ser isolada do corpo material está fora do alcance do método ciêntifico. Ao menos, é o que parece.

No entanto, aceitando a hipótese de que a consciência não é gerada no corpo, mas está acima do mesmo e após a morte ela ficará acima do espaço, do tempo e da matéria – mas não acima da ordem – o óbvio é que será a mesma consciência da qual tivemos em vida. Digamos, será a síntese de tudo o que ocorreu durante o tempo neste universo material. Logo, da noção de realidade de cada um, das possibilidades de escolha presentes na situação subjetiva e objetiva de cada ser, no estado da “Tabula Rasa” próprio, qual é a síntese própria de uma “alma” que pode dar uma pista do que a consciência da mesma é composta na forma mais pura e isolada de influências desta realidade?

O quão próxima está da ordem? O quão bela é para si e para as outras consciências? As formas que tal consciência usa para compensar os defeitos – caos e feiura, a maldade que é castigada pelas próprias estruturas da consciência e assim por diante – é maior, igual ou menor que os mesmos? Se para a ordem uma cosnciência tende a retornar quando livre do encargo desta realidade, a ordem a mesma deve assumir. Senso de medidas e de proporções.

As religiões dizem que há o céu, o inferno e o purgatório. Eu posso dizer que há um estado de sofrimento, ou melhor, de modificação/purificação, outro que é absolutamente neutro – onde assumiu o equilíbrio entre compensar e errar – que é como a própria super-estrutura da vida humana tal como conhecemos neste mundo e, por fim, o estado de contemplação suprema da ordem máxima que uma consciência humana pode atingir. Logo, a consciência começa na percepção pura e simples, passa para o corpo e do corpo vai para a realidade.

A subjetividade do julgamento da consciência diz respeito ao processo entre percepção e corpo. Claro que os efeitos na realidade contam, mas cada cosnciência tem um corpo próprio e, portanto, por doença ou por outra coisa, a percepção pode ser alterada mas uma consciência pode escolher ser boa – ou não – mesmo em tal estado de percepção alterada.

Logo, o que importa em tal processo é a percepção que alguém tem da realidade. A religião torna-se indiferente. O único propósito da cultura, religião e afins, portanto, é o de transmitir conhecimentos e entregar uma base de percepção moral e ciêntifíca. Símbolicamente ou através de línguage direta.

Como funciona o Cristianismo, então? Simples. Cria-se, primeiro, grande apego pela figura de Jesus Cristo para que ele seja amado. Logo em seguida, diz para o sujeito que se ele amar a Verdade, estará amando a Jesus Cristo. Se ele cuidar de um mendigo ou acolher uma pessoa indefesa, estará acolhendo Jesus Cristo e portanto, terá um espaço no “Reino dos Céus”. E criam-se mecânismos de lavagem cerebral para que a pessoa realmente o ame – por bem ou por mal.

Só que o resultado final é óbvio que seria o de aversão. O sistema imunológico da consciência está programado para rejeitar qualquer forma de guru. Ele deve se renovar na conciência através do estimulo hipnótico constante e, se o estímulo falhar, obviamente que o guru será rejeitado mais cedo que o esperado. Mas qual a necessidade de fazer isso? Simples.

Há pessoas incapazes de perceberem a beleza e a ordem por si mesmas. Elas necessitam de um guia externo. Mas elas não vão aceitar serem guiadas por um ser humano, portanto, uma coisa “superior” há de justificar a interpretação subjetiva do pastor ou do padre. Por isso que as escrituras sagradas possubem várias formas de interpretação para uma simples passagem. Não vamos dizer que é invenção divína, mas temos que compreender que os laços humanos eram muito mais fortes antes do avanço tecnológico do ocidente e os sábios de outros tempos, de várias religiões, tinham uma noção artistica de como manipular as pessoas: só não usaram do método ciêntifico para fazer um manual de engenharia social. Mas eles eram seres humanos como qualquer outro.

O propósito da religião, portanto, ao quebrar as defesas psicológicas de alguém para que sofra lavagem cerebral é simplesmente o de dar controle para quem esstá do lado de fora, percebendo o processo. Conversando com um pastor honesto de uma igreja protestante, ele mesmo controu que na escola ele aprendia formas de tirar dinheiro do crente otário. Só isso, lucrar. Outros, no entanto, podem ter propósitos mais nobres, entretanto, tudo se resume em uma coisa: controle. É basicamente dizer isso: olha cara, eu vou colocar esse tótem, ou melhor, esse Deus no seu coração e vou te controlar mas tudo em nome dele, que quer que você me escute.

Logo, um homem livre vai negar tal controle de todas as formas possíveis. No entanto, não vai negar os conhecimentos verdadeiros que foram acumulados pelos antigos, pois eles podem ser úteis. Não vai negar que não pode conhecer todas as coisas, mas que está aqui para evoluir. Não vai amar, tampouco não vai precisar odiar a causa inicial do universo: simplesmente vai compreender a neutralidade da mesma que é necessária para que todos tenham o direito de escolher o que querem para as próprias vidas e, com base nisso, o que querem para a própria consciência depois da separação com o corpo. Claro, há chances disso não ocorrer, mas quem está disposto a testar o que acontece após a morte? E como que o desgraçado pode morrer, ficar enterrado uns 10 anos – para ter certeza – e depois voltar? E por que alguém iria acreditar num trabalho de charlatão desses?

Evidentemente que acreditar ou não na eternidade também faz parte da construção da própria personalidade. Mas, melhor do que isso, é a noção da síntese do próprio ser que vai dar a perspectiva do que o sujeito realmente merece. Se estará satisfeito ou não e a resposta que der mostrará se é um justo ou não. Logo, há um Deus? Sim e não. Não da forma como conhecemos através do que nos foi passado pelas religiões. Mas sim, de uma forma completamente neutra pois é necessário viver a realidade. É necessário estar alinhado com o real para tomar as melhores decisões e ter a melhor percepção da lei moral interna (e que a mesma esteja livre de corrupções). Com isso, estou dizendo que vocês são livres para encontrar a Verdade. Abre portas para que alguns imbecís mintam para si mesmos e causem confusão e destruição, mas também abre portas para que as pessoas fiquem cientes que serão as responsáveis pelos próprios erros e pelos próprios acertos, de tal forma que não podem escapar de um destino cruel caso forem imorais: o que absolutamente todas as pessoas que eu já conheci buscam em religiões.

Conclusão

Logo, fenômenos sobrenaturais não podem ser percebidos dentro da existência no universo natural, do contrário, indicará problemas mentais. O sobrenatural é a estrutura necessária para a existência do natural e o natural é a estrutura necessária para a existência do subjetivo imaginário. O sobrenatural, aos homens, diz respeito apenas a síntese indivídual da própria existência que é inacessível aos demais, mas que permite um certo direito de escolha no que tange aceitar a ordem ou ir contra toda e qualquer forma de ordem, dando uma possibilidade de um estado de sofrimento pós vida. A expressão material da ordem deve permanecer desconhecida para que haja o crescimento indivídual, pois o conhecimento supremo não pode ser acessado nesta realidade. A religião é uma ferramenta de controle e transmissão de conhecimentos para que as gerações humanas de uma civilização guardem aprendizados ao longo dos séculos, sendo desnecessário a adoção de uma mas não descartável na questão dos conhecimentos que pode oferecer para o desenvolvimento moral de cada um.

Portanto, para a educação moral do fundador de alguma família, nação ou mesmo para o desenvolvimento pessoal, deve-se criar um novo sistema de crenças honesto, voltado para a verdade, de modo a evitar rejeições do sistema imunológico racional e garantir alguma coisa para as emoções se apegarem. Aprender com os antigos é uma forma da flexibilidade do novo sistema crie valores distorcidos, caóticos e egoistas. Além de que, a flexibilidade que a liberdade permite quebra o controle exercido por influências externas e derruba o governo que os tiranos do nosso mundo pode exercer sobre nossas consciências.

Sendo algo pessoal, personalizado e fora dos rótulos externos usados para o controle, não poderá ser plenamente identificado com algum rótulo pré existente. No meu caso, vou escolher deixar meu sistema sem nome pois evitando a identificação, evitarei os rótulos e as tentativas de controle e manipulação. Também é necessário esconder tal sistema, no âmbito da vida pessoal, de modo que as pessoas não tenham acesso imediato. Isso garante a vantagem de estar no controle delas. Se insistirem em saber com que rótulo nos identificamos, basta apenas dizer:

Eu sou eu.

No entanto, como forma de desapego, aos que tiverem acesso as minhas idéias eu vou chamar o desenvolvimento dos meus métodos com base no estilo de vida que eles demonstram: Filosofia da vida em cores monocromáticas, ou simplesmente filosofia monocromática.

Introdução

Mais um filme do qual eu fiquei interessado nos tipos dos personagens mas não encontrei nenhum trabalho sobre o mesmo. É até estranho, num filme famoso, mas se ninguém colocou a mão na massa até agora, acho que é a oportunidade perfeita para testar meus conhecimentos. Alguns personagens foram mais difíceis de análisar do que outros enquanto alguns tinham certas peculiaridades que os tornam síngulares. Como no caso de Isabelle e Hanzo. Este, dotado de mistério e com poucas palavras foi o que levou mais tempo enquanto essa tinha algumas dissonâncias com a função desempenhada. Foi até espantoso encontrar uma INFP de sniper, mas os dados e os fatos foram certeiros. Outros personagens tiveram uma participação rasa enquanto meros figurantes e foi necessário pesquisar sobre os atores e as cenas cortadas do filme. Mas, no geral, creio ter obtido dados o bastante para garantir a precisão dos meus resultados e é o que pretendo expor neste artigo. Não é necessário dizer que alguma noção da teoria cognitiva – MBTI – será necessária para compreender este artigo.

Royce: comandante – ENTJ (Te, Ni, Se, Fi)

Royce Pic

Não, eu não sou [um homem bom]. Mas eu sou rápido. (disse, enquanto esfaqueava Edwin em legítima defesa).

Ele conseguiu compreender a situação em que se meteu: estava sendo caçado. Enquanto processava as informações do ambiente baseado numa ampla experiência de batalha enquanto mercenário – do tipo que caça homens por diversão – Royce já assume a postura de liderança e usa cada membro da equipe como peão. Não se importa em sacrificar um membro – ou mesmo a equipe toda – para cumprir a missão de sair vivo da reserva (ou para reconhecer os inimigos). Estrategista, sempre assume a postura de liderança, frio e gosta de estar em um jogo. Te (Racionalidade extrovertida) dominante. Ni (Intuição introvertida) auxiliar. A função inferior, os Sentimentos introvertidos (Fi), são exclusivos para ele mesmo; e conforme ele vai se envolvendo e se apaixonando por Isabelle, ela começa a comungar do lado mais “humano” dele. Outros aspectos interessantes são as coletas de informações estratégicas que ele faz ao longo do filme. Vai se adaptando a personalidade de cada um, como quando ele falou com o amigo imaginário de Noland com o objetivo de obter mais informações para os planos de fuga. Está se adaptando ao tabuleiro de maneira constante e o gosto por liderar jogos de estratégia acompanhado pela diversão em participar dos mesmos – correndo riscos – mostram que as Sensações extrovertidas (Se, ou o ambiente externo em outras palavras) são mais importantes do que as formas expressão sentimental e compõem a terceira função na ordem de prioridades. Outra importante evidência que mostra que ele é um ENTJ, não um ESTJ está no fato d'ele se divertir com o que faz, ou melhor, fazer o que faz por diversão. O ambiente externo fornece a ele uma fonte inesgotável de divertimentos perigosos e correr riscos é algo que está distante do perfil do ESTJ (tipo supervisor) já que o mesmo tende a ser mais “conservador” e evitar coisas perigosas ou mudanças radicais no ambiente – é uma estratégia cognitiva que se volta para a estabilidade e isso implica usar outra estratégia ao invés de colocar a integridade da equipe toda para reconhecer o inimigo.

Edwin: sábio – INFJ (Ni, Fe, Ti, Se)

Edwin Pic

Eu sou um assassino. Uma aberração. Mas entre os monstros, eu sou normal.

Um médico psicopata. Não é a descrição de Hannibal Lecter no filme Hannibal, a origem do mal? Qualquer semelhança não é mera coincidência. A dúvida que eu tinha sobre tal personagem era se ele era Ni (Intuição introvertida) ou Fe (Emocionalidade extrovertida) dominante. Mas ao longo das reflexões ficou claro que é Ni dominante. Ocorre que ele está sempre buscando significado e vendo as implicações de cada ação – bem como tirar proveito de cada coisa – e como função auxiliar, ele busca a aprovação social e está sempre em comunhão com os sentimentos do grupo como forma de dar cabo aos próprios planos e interesses. Vamos aos fatos. Ele ajudou Nikolai pois o reconheceu como presa fácil, no âmbito das emoções, bem como por necessitar de um protetor grato. Ao longo do filme, percebe-se que Edwin busca fortalecer tal elo e também percebe-se a natureza de cobra assim que Nikolai o empresta uma foto da família e Edwin guarda a mesma para usar como mecânismo de chantagem quando estiver em apuros. Estava sempre vendo as implicações e o potêncial de cada ação. No final do filme, vemos que o significado da mudança de time para ir para o lado dos predadores foi para ele obter a aprovação social entre os monstros. Mas tudo executado com cautela, sempre se precavendo e mostrando como é um rato medroso. Os mecânismos de defesa construídos sobre os valores sociais são raciocínios bem estruturados e percebe-se que tal médico tem amente organizada. Logo, ele tem noção da função Ti (Racionalidade introvertida) enquanto terciária. O ponto fraco, no entanto, é o distânciamento que ele tem da realidade. O mais lerdo do grupo. O mais medroso. O mais covarde, já que ataca pelas costas, demonstra submissão – ao mesmo tempo que abandona um amigo para salvar a própria pele, pois não voltou para ajudar Nikolai a sair da nave – e está sempre agindo com cautela. Poderia ser alegado que ele é um INTJ, pressupondo que a Racionalidade extrovertida (Te) fosse a função auxiliar. No entanto, vemos que Edwin realmente entende de como entrar em comunhão com as emoções das outras pessoas e usa da inteligência emocional e de apelos de compaixão para sobreviver. Não há uso do sarcasmo usual dos INTJ, nem mesmo uma cara fechada, mas alguém que sabe se conectar com o grupo através das emoções bem como reconhecer os sentimentos alheios.

Isabelle: mediadora – INFP (Fi, Ne, Si, Te)

Isabelle Pic

[O que aconteceu com você? O que te tornou assim?]

Farei com mais calma pois ela me pareceu uma personagem mais complexa, no entanto, eu acredito que é a mais completa até agora. Ela mata pessoas em nome da pátria, não abandona os companheiros quando os mesmos estão indefesos e tem um instinto protetor bem forte.

Ela não aceita medidas que racionalizem sobre a integridade das pessoas – sendo mais claro, que tratam as pessoas como números ou peças de um jogo – e é compassiva com os que estão agonizando: tentou matar Cuchillo – que já estava morto – quando o mesmo ficou preso na armadilha do predador e não poderia mais ser resgatado – e não aceitaria prosseguir com um companheiro agonizando – e se mataria com Edwin para que ambos não sofressem como brinquedos ao serem capturados.

No background da história, vemos que ela tornou-se compassiva por ter abandonado um companheiro durante a guerra. Ela protege por remorso. Tem raiva de si por conta da inação no momento mais importante. Atiradores de elite possuem um parceiro observador e o dela foi atacado enquanto ela estava escondida, com medo.

Ela tem medo da dor, por isso ameaçou se matar duas vezes: ao ser encurralada pelos “cães” e quando caiu numa armadilha no final do filme. As emoções estão voltadas para o grupo que ela pertence e por ser atiradora de elite, percebe-se que, de certa forma, ela é supostamente boa com cálculos por conta da experiência mas... Falta precisão, já que ela falha com alvos em movimento, mas faz o que faz em nome de algo, digamos, “nobre”.

Do patriotismo ao campo de batalha, do campo de batalha ao medo e do medo a compaixão, remorso e redenção. A desesperança surge quando ela acredita que, definitivamente, a única opção que resta é o suicídio – algo meio em preto e branco – e quando algum valor é violado ela torna-se agressiva. Pesquisando mais sobre a atriz Alice Braga, há rumores de que ela seja uma INFP. Partindo de tal hipotese, vamos aos testes.

Logo no começo do filme ela está numa posição de enorme desvantagem, ainda que com o rifle apontado para Royce, Nikolai e Mombasa, ela estava numa distância nada favorável à classe dela. Ao se aproximar do grupo, ela decide ficar próxima daquele que fornecia uma forma de figura mais “paterna”, de liderança, ou melhor se dizendo: ficar próxima daquele que poderia compensar uma certa falta de ação e bravura. Ambos tinham alguma ligação, apesar de serem completamente opostos.

Royce assume a postura de liderança enquanto Isabelle coopera. Royce está com uma arma de combate à curta distância enquanto ela estava amparada por uma classe que se beneficia por estar longe do campo de batalha. Os questionamentos dela estão amplamente voltados aos atos que são cometidos contra indivíduos, mas aceita as táticas que vão beneficiar a todos. Eu observo que é claramente o conflito entre Fi (Emocionalidade extrovertida) Vs Te (Racionalidade extrovertida). Também poderia ser alegado que é a Emocionalidade extrovertida (Fe), mas podemos observar que são valores internos e o caminho que ela percorre até chegar nos atos de compaixão estão fundamentados no que ela sente em si mesma, não nos valores coletivos.

Um se guia pelas regras do jogo enquanto ela se guia através dos valores pessoais que muitas das vezes a coloca em situações arriscadas e desamparadoras. Se faz pela pátria, ela não busca as emoções das empreitadas, mas os significados. Logo, a ordem é Fi, depois Ne (Intuição extrovertida). Portanto, a Sensitividade introvertida (Si) está como terceira função. Os pensamentos em preto e branco que a tomam nos momentos de desespero, sem qualquer ponderação numa possível esperança, a levam a concluir que a única solução é o suicídio. A estagnação nos momentos de estresse também é uma pista interessante que me leva a concluir que ela tenha Si enquanto terceira função.

Do ponto de vista d'ela ser uma INFP, o tipo mediadora, faz muito mais sentido tal ordem cognitiva em relação aos eventos do filme do que qualquer outro tipo. Bem como a forma que ela serve de complemento aos pensamentos de Royce, ou melhor, como forma de balâncear a natureza racional buscando desvendar o lado emocional oculto, mostra a função mediadora. Bem como ela não se aproximou dele por conta da inteligência emocional, mas por conta do oportunismo. Royce estava numa posição de liderança e a oposição polar de ambos mostra que, em tal perspectiva, o tipo de personalidade de ambos é o que mais faz sentido e mais esclaresse a atmosfera psicológica do filme.

No que tange o casal que se forma no final do filme, faz ainda mais sentido. Ela espera que Royce busque o lado humano. Royce, no entanto, espera que ela mostre que saiba como jogar. O confronto de oposições polares que se complementam quando balanceadas. Nas outras funções, o restante pode se resumir no seguinte: Royce governa, ou melhor, busca as oportunidades de crescimento exterior enquanto Isabelle olha para o interior. A paixão, portanto, é justificável e com tal significado, é até possível acreditar que torne-se amor: caso ambos sobrevivam à próxima temporada de caça.

Stans: empresário – ESTP (Se, Ti, Fe, Ni)

Stans Pic

Não, é a minha irmã. (disse, mostrando a tatuagem de uma mulher nua).

Do tipo doentio, por sinal. Os estimulos externos compõem a vida desse sujeito. Está sempre ligadão no que pode oferecer algum divertimento temporário, mas caga para as implicações dos próprios atos. Deseja obter a liberdade apenas para cometer estupros e usar drogas, pois pensa apenas no prazer momentâneo. Vemos que a Intuição introvertida (Ni) está completamente desligada enquanto a Sensitividade extrovertida (Se) está no comando, totalmente fora de controle. Ele busca o extremo das experiências, e sequer entende o que são idéias e nem mesmo têm – ou entende de – valores. Ele não tem noção alguma de ordem e está longe de ter a Racionalidade extrovertida (Te) como função terciária ao mesmo tempo que aplica os próprios métodos no que faz e, de certa forma, ainda tem alguma expressão de comunhão com algumas pessoas (tipo a irmã dele). Aumentam, pois, as chances de ter a Racionalidade introvertida (Ti) como função auxiliar e a Emocionalidade extrovertida (Fe) como terciária. Além disso, ele consegue assumir muito bem o papel de um ESTP doentio, tem mais chances de buscar valores sociais do que pessoais e é muito parecido com o Stephan do filme Whoami que eu já fiz uma análise (que também é um ESTP). Ele é o cara que corre riscos por diversão.

Nikolai: Rambo – ISTJ (Si, Te, Fi, Ne)

Nikolai Pic

[Ты один уродливый ублюдок!]

O “Urso Russo” além de ator, já foi lutador.

Mas estamos falando do personagem, não do ator. No entanto, vemos que o aspecto bruto de ambos é um ponto chave em comúm. A necessidade de estar atento para não levar um golpe – ou quem sabe ser devorado por um predador – sobrepõe a imaginação. No filme, vemos que Nikolai é um homem que faz o que faz para dar o melhor para a família. Ele é leal aos que lhe são especiais e é isso que o guia até a parte onde ele decide voltar para salvar Edwin. A função dominante é, portanto, são as Sensações introvertidas (Si) já que estar alerta faz parte da classe de combate em que Nikolai se encontra. As emoções, ou melhor, os valores e o apego pela família e pelos amigos é algo do qual Nikolai está ciente, mas não em comunhão constante. Em situações de perigo, ele usa da força bruta e da dominância como forma de ganhar o controle – já começa o filme com ele atirando para todos os cantos – e a função auxiliar provavelmente é o Pensamento extrovertido (Te). Uma forma de buscar a ordem através de métodos brutos, mas sem esquecer porque ele faz o que faz (Fi, Emocionalidade introvertida terciário). Não há espaço para brincadeiras e a Intuição extrovertida fica (Ne) fica para o final.

Noland: Protagonista: ENFJ (Fe, Nitd, Se, Ti)

Noland Pic

Ah não. Não. Esta é a minha casa de verão. Eu passo o inverno em Riviera. As escolas são muito melhores lá. E os homens... Ooh, la, la! A propósito, disponha.

O cara é foda. É a impressão que temos dele o tempo todo no filme. Ele sabe impressionar, ainda que tenha ficado esquizofrênico, é um louco do qual simpatizamos na hora. A entrada triunfal e a saída de maluco, até mesmo a postura dele diante do predador antes de ser morto só podem ser de alguém cujas emoções estão direcionadas para fora (Fe, Emocionalidade extrovertida).

Bem como mesmo estando maluco, Noland continua ajudando o próximo e esperou que os sobreviventes estivessem perto da nave abandonada para que ele pudesse oferecer ajuda e sair da toca do coelho. Ele sabia o que estava fazendo, guiando o grupo pelas sombras e dadas as condições de saúde mental, bem como os planos bem feitos em condição de vulnerabilidade psíquica, eu vou apostar que a função auxiliar é a Intuição introvertida (Ni) desgastada por conta do estado de estresse emocional extremo, que encontrou na auto-ilusão uma forma de se preservar até obter ajuda, enquanto ele não foi capaz de se desvencilhar da realidade por completo e ainda consegue usar os sentidos e perceber o ambiente em torno, tendo sido capaz de escutar os movimentos do grupo que chegou na reserva. Logo, vamos dizer que a função auxiliar é a Intuição introvertida temporariamente desabilitada, ou Nitd. Enquanto a terceira função são as Sensações extrovertidas (Se) bem apuradas por conta do medo constante.

De certa forma, ele foi capaz de iludir a si mesmo ao ponto de criar um amigo imaginário ao mesmo tempo que não perdeu o contato com a realidade. Eu posso deduzir que é um estado temporário devido ao estresse e aos traumas mas que poderia ser revertido com o tempo. Poderia ser uma condição ainda mais extrema se a intuição, ou melhor, as funções imaginativas estivessem no topo da cadeia de prioridades – um INFJ, vamos assim dizer – mas no caso d'ele ter a função auxíliar como a Se (Sensações extrovertidas) e por estar consciente do processo de auto-ilusão, mas negando que esteja mentindo para si mesmo, ele conseguiu fazer uma ponte brilhante entre o mundo interno confuso, mas que mostra que é a confusão de um grande homem, com o ambiente externo e as pessoas reais e reconhecer a importância das mesmas até ter uma recaída em condições de vulnerabilidade psíquica: o sono.

É comúm que doentes mentais tenham um quadro de recaídas quando estão com sono, fome e fadiga. Está fora da minha especialidade dizer quais doenças psicológicas tal personagem têm, mas eu suspeito que Noland tenha desenvolvido um quadro de Síndrome do Pânico que evoluiu para esquizofrênia. Vamos ver o que dizem os médicos. Perguntaram se a Síndrome do pânico pode evoluir para psicose ou esquizofrênia e o Dr. Dirk Belau, formado em psicologia e psicanálise, respondeu o seguinte:

Olá,

pode. Mas dizer “evoluir” só capta o que se observa no decorrer do tempo. Numa outra perspectiva, mais rigorosa, tanto a síndrome de pânico como a esquizofrenia são expressões da mesma condição. Antigamente, ela se chamava simplesmente der “nervos fracos.” Faz um pouco mais de cem anos , distinguem-se os tipos de expressão disto, na medida em que se desenvolveu a comunidade profissional para tratar deles. Sem, no entanto, ter encontrado métodos específicos para trata cada um deles. Assim, os nomes ficam bastante estéreis.

Se se assume que a esquizofrenia se distingue pela psicose, ou seja, a comunicação da pessoa tão distante do que os outros vêm e pensam, chamado a “realidade,” que parece que ela está negando esta realidade, a síndrome de pânico também pode expressar-se desta maneira. O pânico, para os outros, parece não ser justificado pela realidade que eles entendem. Assim, a psicose pode já ser parte da síndrome de pânico, embora ainda com um pé no chão, pois a pessoa procura explicar-se o seu medo por algum acontecimento real.

Na minha experiência pessoal, conheço o caso de uma mulher com a personalidade ISFP (Fi, Se, Ni, Te) em tratamento psiquiátrico que é um caso bastante interessante. Nos dias normais dela, ou seja, quando consegue se controlar, ela sequer pensa e é uma mulher quieta e que não se importa com o que acontece com o mundo, desde que não invadam o espaço dela. Mas em momentos de estresse – como quando ela foi roubada pelo próprio irmão – ela cria amigos imaginários mas depois volta ao normal. Ela torna-se perigosa quando o estresse é extremo e vira uma ditadora, como quando o casamento dela desabou – o que deu inicio ao quadro – por conta de uma suposta traição inventada por uma tia invejosa (que começou a espalhar o caos na família quando foi traída pelo marido, como forma de revelar as tendências invejosas que guarda desde que foi criada por outra família na infância, com histórico de abusos). A hipótese diagnostica é Síndrome do Pânico. Já são 5 anos de tratamento psiquiátrico e ela está debilitada por conta do uso de anti-psicóticos, tendo recaídas em momentos de estresse. O medo já começa na infância por conta de um pai narcisista (e uma mãe borderline) e se extende na fase adulta por conta dos abusos psicológicos de uma seita religiosa que a fez vender dois apartamentos e dar uma fortuna, bem como sustentar mensalmente com 10% do salário, em nome de comprar o paraíso terrestre. As técnicas de opressão que usam do medo como combustível foi deteriorando a saúde mental dela até o climax: delírio religioso prolongado, onde ela ficou 3 dias e 3 noites consecutivas em pé, rezando, até cair de exaustão com o corpo rígido e a mente destruída. Isso merece um artigo exclusivo e é o que farei em breve.

Comparando com minha experiência pessoal com os doentes próximos, Noland é um caso famíliar de Síndrome do Pânico causada pelo medo constante. As funções cognitivas criaram mecânismos de defesa. Os sentidos ficaram apurados e sensíveis – suspeito que seja por conta das descargas constantes de dopamina – da mesma forma que a imaginação invadiu a realidade por conta do estado em que ele se encontrava.

Cuchillo: empresário – ESTP (Se, Ti, Fe, Ni)

Cuchillo Pic

Estamos no inferno.

O que viveu menos. Bem, tá certo que quem viveu menos foi o cara cujo paraquedas não abriu, mas dos personagens que conhecemos, este foi o que morreu primeiro. Ele é relutante, mas aceitou a liderança de Royce com algum esforço. É exagerado, nas cenas cortadas do filme fica mais evidente que ele é inconsequênte, provocador e porco; e chega em conclusões precipitadas e porcamente análisadas da situação. É Ni (Intuição introvertida) inferior, logo, vemos que ele é comandado pelos estimulos externos, ou em termos do MBTI, Se (Sensitividade extrovertida). Por ser relutante com regras, ter os próprios métodos de ação e é um criminoso em um lugar conhecido por ter os traficantes mais nojentos do mundo, vemos que nem Te (Racionalidade extrovertida) nem Fi (Emocionalidade introvertida) fazem parte do repertório cognitivo deste sujeito. É um empresário um pouquinho mais educado que Stans, mas do qual não passou de um figurante sem muita importância para o filme, senão mostrar as qualidades dos outros personagens.

Mombasa: Consul – ESFJ (Fe, Si, Ne, Ti”)

Mombasa Pic

[Capture um homem. Faça ele sofrer. Faça ele sangrar. Faça ele pedir ajuda e monte uma armadilha para matar os que vierem. Eu sei por que eu fazia isso.]

Ele está conectado com os sentimentos alheios e aplica formas de tortura baseadas na inteligência emocional: sequestrar, torturar e aguardar o resgate: para matar os que vierem em seguida (Fe, Emocionalidade extrovertida, dominante). Se baseia em fatos e na experiência (Si, Sensitividade introvertida, auxiliar) e está bastante atento aos movimentos em torno. Nas função terciaria e inferior vemos como ele emprega uma personalidade dotada de carisma para o mal, através de uma certa engenhosidade perversa para matar os inimigos de classe. O background de caçador de homens. E, além disso, uma personalidade relativamente simples, como vemos em boa parte dos consuls (ESFJ).

Hanzo: ISFP – (Fi, Se, Ni, Te)

Hanzo Pic

Acena com a cabeça e manda os outros irem embora.

Este, sim, é o sujeito que eu ficaria com medo se ele estivesse na posição de atirador de elite. Furtividade é com ele mesmo e foi o último a ser detectado pelo bando, enquanto Isabelle só faz pose de sniper. O silêncio que ele guarda por conta da experiência com a Yakuza aumenta a dificuldade de leitura e é necessário observar as ações com cautela.

Entendeu a necessidade de estar em um grupo e colaborar, mas foi cauteloso para não ser pego antes da hora e manteu a posição de observador enquanto assassino silêncioso – tirar os sapatos para não fazer barulho e mesmo estando no grupo, não falar uma única palavra.

O que tirou palavras da boca de Hanzo? A katana. Ele recebeu uma educação, digamos, tradicional, já que ele entendia como usar a espada e uma das cenas mais icônicas do filme é quando ele decide se sacrificar para ter uma morte digna de um samurai.

Quem é louco de entrar numa briga de armas usando uma espada? Hanzo viu as armas dos predadores atirando frenéticamente na emboscada mas mesmo assim decidiu ter uma morte de samurai. Quando um samurai joga a bainha da espada no chão, indica que vai morrer em combate.

Alguma coisa o fez acreditar que seria possível enfrentar os monstros com uma espada e que, sim, os mesmos aceitariam um combate corpo-a-corpo. O cenário era perfeito para tal combate. A espada antiga que ele encontrou na instalação de Noland despertou a alma dele.

Morrer como um samurai para que o restante da equipe consiga chegar até a nave. Tentar matar os monstros ou, pelo menos, servir de isca viva para que o restante da equipe ganhe tempo pois ele sabia que seriam alcançados por conta da perseguição.

Bushido IMG

A introversão evidente elimina metade dos 16 tipos. Métodos tradicionais de ação, valores e combate implica na ausência de Racionalidade introvertida priorizando a Racionalidade extrovertida (Te) em algum lugar do espectro, restando 4 tipos. Onde há Racionalidade extrovertida, há Emocionalidade introvertida (Fi), de modo que Hanzo tem um código de valores individual de modo que temos que nos perguntar qual é a prioridade.

Percebe-se, portanto, que os valores dele são tão fortes que implicam no ato de se auto-sacrificar pelo bem da equipe como forma de honrar as crenças. Antes das regras do jogo, Hanzo prioriza honrar o caminho do guerreiro – Bushido – e tal individualismo é o que abre a possibilidade dele ter falado alguma coisa que o desonrou perante a Yakuza e, consequentemente, o fez perder 2 dedos (provavelmente cortando um pedaço de cada vez, somando 6 erros).

Reincidência nos erros e métodos extremos de lidar com os mesmos, como o voto de silêncio. Estamos diante de alguém cuja Emocionalidade introvertida é dominante (Fi). O contato com o corpo físico e atento ao ambiente externo, sendo habil no combate corpo-a-corpo com um predador e uma cautela impressionante mostram que as próximas funções são Se (Sensitividade extrovertida) e Ni (Intuição introvertida). Portanto, nota-se porque Hanzo assume medidas extremas na conduta como forma de impedir os erros, já que a função Te está inferiorizada e é algo que ele começou a trabalhar com a maturidade.

É mais cauteloso do que assertivo, como indicado no começo do filme e isso implica no fato de a intuição estar voltada para dentro do que para fora. ISFP, aventureiro, é o tipo de personalidade de Hanzo.

Conclusão

Demorou alguns dias até concluir este artigo e foi necessário rever o filme algumas vezes para chegar em muitas conclusões. No entanto, sei que pode haver imprecisões e, sendo assim, o leitor mais astuto poderá me enviar um feedback por e-mail. Notem que não fiz uma análise dos predadores pois o escritor deste blog não estudou o bastante – nem é a pessoa qualificada – para compreender a complexidade das funções cognitivas em aliens. Para isso, recomendo que o leitor peça um feedback dos funcionários da área 51.

Leituras recomendadas:

Também neste blog:

“When I float weightless back to the surface, I'm imagining I'm becoming someone else.”

When you have a data set and you need to know the relationship of a specific data to the set, it is necessary to isolate and observe. You will look deep into the implications of the set being without the specifc data and the opposite. Imagine that you have a C library in a progam, so, what happens if you remove the library? How this library can be useful in another program? What pieces of software she needs to operate? First, you need to read the library's code. Then, it will be the time to read the entire program based on the previous observations. Now imagine this scneario: the program that you received is already compiled, with a foreign programming language and to turn things even more complicated, the program is encrypted and protected with copyright licenses/softwares. The only thing that you have is an set of isolated executable files. If all reverse engineering methods fail, the only option remaing will be the debug. Observing every I.O. & hardware operation and observing the behavior of each executable file step by step.

Your body receive data with the 5 senses. You have unique motion, objects, smell, appearance. Even the color of your eyes belongs only to you and, boecause of a few imperceptible pigments, it can't be repeated. It's driven by a pre determined DNA code of constantly reproducing cells. By the cognitive process, you create your own set of memory and methods to process data and make choices. Your own tastes for the usage of your senses. By the observation of the details, you can accurately diagnose what your needs are and stay in touch with your experiences to make your choices and protect your good being. In other opposite direction, by the big picture of everything, you can transcend and add meaning. For both directions you will need silence. Don't be a rat!

Your being is like a rolling release software. There is always something new. You are the core adminstrator of yourself. Humans does not come with an open manual of how things works and have to figure out by themselves. Meditation is just the imparcial and impersonal method to observe the self. The more aware you hare, better to your choices and present moment. Sherlock holmes did this to solve his cases. He just disconnected himself from the world to observe new experiences, the nature as it is and how he was dealing with their inner problems by the eyes of an outsider. It must be a habit, an instinct. And other useful method to achieve inner order is through the beauty. Beauty must have order, form and bright; and the classical music is a good example of this. The violin, the taste for good art and sensitiveness to the nature are some examples of the meditative nature of Sherlock Holmes.

Self awareness is the key to get a good psychological development. However, it's not about reading too many books, it's about stopping. Turn yourself off of the world. Andrew Lobaczewski did this to survive the political subversion and to start his reserach. He just turned him self off of the world. That's the key I'm talking about in my posts. The only thing that social engineers and politicians fears most than oppossition movements are individuals. People who are not indentified by a label or a movement and knows even the influences behind their clothes and food. They are aware and awake.

In past experiences I did meet people in process of indoctrination and asked them why they did not accepted any kind of rational discussion. They choosed to be molded by some kind of “leaders” of any kind of social authority. They was not seeking for deep meanings for their lives. They was seeking for care and compassion of others at the costs of their souls and choosed to close their eyes to be not aware of the proocess. They was suffering and didn't know why.

A cada novo encontro, sentia algo se esvaindo da minha alma de maneira irreparável. – Andrew Lobaczewiski.

I know that it's painful to feel yourself alone. However, who are with you when you're alone? It's you. Your own best company for the rest of your life. Why people should accept you if you don't even accept yourself? Why don't you stop being what they want and start to be who you are? The only thing that you need is the love for the truth and a good sthetical sense. And the best starting point is to disconnect yourself from the world and start reading your own source code. A meaning by your big picure and/or things you need to keep your present good is something that you will say.

Good luck.

Escravos.

Você é um escravo e está presenciando uma atualização do sistema que o oprime.

A estrutura das cidades Brasileiras para as pessoas normais é caótica. Casas coladas umas nas outras, transporte público super-lotado, poucas vagas nos hospitais – filas dantescas – em suma, falta de espaço para as pessoas. O mercado é super regulado. Falta de empregos, competição por tudo. As pessoas são culturalmente criadas para serem porcas e isso é fonte de pragas urbanas e doenças. Trafíco de drogas, alcool liberado à vontade – sabemos ser uma droga destrutiva em todos os sentidos – e condições culturais desamparadoras que levam qualquer um ao vício como forma de se anestesiar da realidade cruel: pois há praticamente poucas ou nenhuma ação disponível para sair da lama e viver dignamente. As pessoas privilegiadas com algum poder e influência usam do mesmo para manipular as massas e a atmosfera psicológica é de extrema enganação.

Uma vez postas as peças no tabuleiro, começa o jogo. Vamos aos dados: COVID-19, uma doença 4x mais letal que o H1N1, que coloca os idosos e pessoas frageis em um grupo de risco. O vírus tem preferência por climas frios. Nos grandes centros, onde as pessoas precisam se amontoar como ratos para sobreviverem, é natural que todo tipo de doença se espalhe pela população. O câncer mesmo é fruto da necessidade egoísta de lucro, prazeres e pratos rápidos dos fast-foods. O HIV matou quase 1 milhão de pessoas em 2019. No mesmo ano, houve 787 mortes por H1N1. Sabemos que ao longo da história, os alertas da ciência nunca foram atendidos exceto quando houve algum interesse econômico por trás disso.

Em 2019 o Brasil registrou 41.635 assassinatos em 2019 e 51.558 em 2018. Todos nós sabemos que onde as armas estão proíbidas, os criminosos vão andar livremente e a melhor solução para reduzir o número de assassinatos é armar a população honesta, garantir o direito a legítima defesa e assegurar os direitos de operação aos policiais (bem como um sistema de punições rígidas para os que descumprirem a lei). Mas sabemos que até a policia se corrompeu no Brasil e as pessoas criadas na cultura de que armas matam e são perigosas, colocam as próprias vidas nas mãos de policiais que, ainda que boa parte seja honesta, não são onipresentes. Além disso, quantas pessoas não possuem vantagens sobre as outras e não se aproveitam? Acontece que a narrativa de opressor e oprimido é alimentada na sociedade para as pessoas odiarem toda e qualquer posição de autoridade natural. Em especial, a do homem, culpado de todos os males do mundo. A figura masculina está em constante ataque e isso é fato que pode ser comprovado por qualquer um que passe algumas horas diante dos tele-jornais. A mesma feminista que odeia homens, no entanto, deseja ser protegida por homens armados do governo – ou seguranças – porque não confia em si mesma para portar armas (sinal de alerta para internar alguém que, pense, imagine se pega num carro!).

Logo, a necessidade principal da mídia não é transmitir noticias, mas selecionar as noticias que convém aos planos de engenharia social dos que detém o poder político/aquisitivo. Claro, há influências de intelectuais de outras épocas, mas o confronto dos magos tem vários interesses e é neste emaranhado que encotram-se as pessoas normais buscando entendimento da situação. Logo, vamos fazer algumas questões de base:

  • Por que o carnaval não foi cancelado?
  • Por que outras doenças e formas de mortalidade humana não sofreram a mesma pressão da mídia mundial nos ultimos anos?
  • Quem está se beneficiando com a crise?
  • Por que instaurar o pânico na população para criar o estado de quarentena ao mesmo tempo que, poucos dias depois, mudar descaradamente de posicionamento, mais uma vez, para aliviar as pessoas de modo que retomem a rotina de ratos?
  • Quais elementos acima da crise que não estão sendo discutidos?

Antes de prosseguir, achei uma perspectiva interessante do assunto neste vídeo:

H.P. Lovecraft explorava o maior medo do ser humano: o medo do desconhecido. A pornografia é viciante e muitos dos casos doentios – assim como existem casos doentios no uso das redes sociais – se devem a seguinte vulnerabilidade biológica: o hipotálamo sente prazer em obter novidades. Os alarmes criados por coisas que fazem parte da rotina da população demoram para surtir efeito, mesmo que já estejam todos com uma piroca de cavalo enfiado no cu, bem como muitos dos problemas da narrativa social são planejados e muita gente poderosa tira proveito deles (como a crise de saúde e segurança pública). Mas aquilo que é novo tem um potêncial maior: insegurança e pânico instântaneo. É a melhor forma de fazer com que as pessoas tomem decisões precipitadas e apressadas. É a melhor forma de causar pânico, caos, crises e de abrir brechas para aproveitar-se da situação. Vejam o hacking por bufferoverflow: de um erro de memória planejado podemos inserir as informações que quisermos no sistema do adversário.

Vamos ver as melhores possibilidades para as causas e implicações do momento:

  1. Pode ser uma evolução natural de um vírus.
  2. Pode ser uma versão síntetica para testar uma arma biológica na população.
  3. Pode ser como as outras formas de gripe, não necessitando necessariamente de uma quarentena mas cuja mesma serve para que alguém tire um proveito.
  4. Pode ser que, realmente, haja uma necessidade de quarentena a mais que nos outros surtos.
    • Por outro lado, pode ser que a quarentena seja inutil ou mesmo de fachada.

O que nos leva a seguinte questão: onde entram as mãos humanas e onde está o trabalho da mera natureza? As coisas mais óbvias a serem concluídas é que da mesma forma que surgiu o coronavírus, novas doenças podem aparecer. Artificial ou não, é cíclico. 1 e 2 concluídos. Sabemos que eventos assim vão ocorrer mais vezes e comprar remédios e máscaras feito gado no ultimo segundo não adianta nada. Comemorações como o carnaval são, por definição, doentias. Aglomerações e propriedades públicas são, por definição, fonte de transtornos e inseguranças. Em situações de crise, o país que já está quebrado por conta do caos planejado pelos poderosos quebra ainda mais para as pessoas normais não privilegiadas. Aviões e viajens intternacionais não são brincadeira de criança nem sequer um passatempo saudável, já que as doenças de outras nações ficam disponíveis para nós ainda mais rápido, já que ainda não vi nenhum favelado se infectando mas, em compensação, na classe média estão tendo surtos de corona. Se fosse no SUS, a população estaria completamente contaminada, mas vemos que no Brasil, as pessoas se infectam em hospitais particulares.

Portanto, a perspectiva final diz respeito as pessoas normais que estão no meio disso tudo, especialmente jovens buscando um norte na vida. Agora é hora de falar de ação prática. Meu jovem, não fique se expondo em ambientes contaminados. Escolarização obrigatória é algo que eu sempre abominei e dado os estados de doutrinação nas faculdades brasileiras, ali está para doenças intelectuais assim como as creches estão para os piolhos. Independência finânceira exige investimentos capazes de sobreviver em cenários como este, que são temporários e fundos de emergência para entrar em modo de espera quando necessário. Um estilo de vida afastado da moderniade líquida também mostra-se uma ferramenta para sofrer menos em cenários como este. Grandes centros são lugares onde doenças se espalham com maior velocidade e, além disso, são lugares onde as degenerações morais fazem efeito instantâneo. Por serem estruturas artificiais, são modeláveis, líquidas e bastam poucos alarmes da mídia para que a coisa fique preta.

Funcionários da saúde ficam expostos. Escravos de linhas de produção ou trabalham – como no caso do meu padastro que está sendo forçado a cumprir hora extra para que o patrão garanta muito lucro caso a fábrica seja obrigada a parar, pois o patrão mesmo não se importa com a saúde dos funcionários na crise – ou perdem tudo por não terem recursos adicionais. Donos de comércios mais humildes, no entanto, estão sendo forçados a fecharem as portas e conviverem com a insegurança de se foderem por completo. A demanda por produtos cria preços mais altos e o PROCON cai em cima de pequenos comerciantes para aniquilá-los como se fossem os maiores opressores do mundo enquanto nada está sendo feito contra os empresários que forçam seus empregados a cumprirem hora extra. Nada está sendo feito para melhorar a qualidade de vida dos profissionais da saúde que estão sendo esmagados nos hospitais – sem contar as agressões por parte da própria população – e nada está sendo feito pelos homens que estão desamparados por conta da crise. Por outro lado, vejam só!

No mesmo mês de crise, o mercado de privilégios femininos e ginocêntrismo decide foder ainda mais com os pagadores de impostos. Cadê o auxílio moradia aos sem-tetos que são compostos na maior parte por homens? Por que ninguém fala das falsas acusações na Maria da Penha que motivou um mercado negro e a forma que, na crise, várias canalhas vão se aproveitar dos maridos para obterem tal seguro? Será que nenhum filho da puta ainda não percebeu que todo este caos orquestrado foi planejado e que há interesses macabros por trás disso? Meios desonestos, mas para quais fins? Num ano de eleições presidênciais nos EUA, e outras eleições importantes ao redor no mundo, bem como para prefeito no Brasil, é óbvio que o que está acontecendo agora é apenas mais um ciclo de manutenção de um sistema de escravos.

No momento que escrevo, aparece no jornal que já morreram 77 pessoas! Caralho, com mais de 200 milhões, 77 mortes é motivo de pânico em comparação a todas as outras coisas que enfrentamos! Nem parece cortina de fumaça. Quando adolescente, eu acreditava que a solução seria dar uma de Aliocha Regicída e matar os governantes do meu país e começar uma revolução sangrenta. Com o passar do tempo, eu percebi que na ditadura da mídia, ou da maioria, conhecida como democrácia, as pessoas desejam este sistema. Só espero ter condições de ficar longe de tal sistema nojento, decadente e deplorável, o opróbrio da humanidade, quando eu atingir minha independência finânceira. É guerra, está chovendo tiros – mentiras e trapaças – e os soldados inimigos são muitos (idiotas manipuláveis). É uma pena que não é o fim definitivo para tal sistema, pois confesso que em dado momento eu acreditei que o apocalipse estava próximo, ou melhor, um novo ciclo que poderia ser um pouco melhor. Mas... Não, infelizmente vai piorar muito. A natureza vai cuidar dessas pessoas.

Nossa única tarefa enquanto homens livres é, portanto, sobreviver. A perspectiva final, em poucas palavras, está dada: é apenas uma etapa de atualização do nosso poderoso sistema de escravos. Mas meus amigos, não fiquem tristes com a realidade, pois a rede é grande e tem muita coisa interessante da qual podemos tirar proveito. A rede é grande e há muita coisa para nos divertir, não é a mensagem final de Ghost in The Shell?

Em qualquer lugar do mundo há uma certeza universal: vamos morrer. Todas as criações do universo estão em um ciclo constante de renovação e morte. As flores nascem, crescem, ostentam beleza enquanto a natureza cuida da reprodução, por fim, apodrecem e morrem.

O Câncer é uma doença que vai destruindo progressivamente todas as células de um corpo. Elas deixam de se reproduzirem de maneira saudável e em determinados lugares, apodrecem e criam uma espécie de deformidade, um tumor, que vai crescendo até tomar um espaço grande demais para que o corpo continue saudável, por fim, ocorre a morte.

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.INCA Instituto Nacional do Câncer.

Se no microcosmo um conjunto desordenado de células causa a morte, ou mesmo condições de vida de muito sofrimento por conta da quimioterapia – já que a remoção do tumor não basta, pois células desordenadas continuarão a crescer num corpo doente – imagine o que seria um câncer no ponto de vista do macrocosmo: onde ao invés de células, há um corpo de pessoas.

O processo é terrível. O tumor é feio, tenebroso, agressivo e assassino. Por conta de um pedaço doente, todo o conjunto de células saudávaveis que servem de abrigo para uma alma é abalado caso a mesma decida que o corpo deverá sobreviver. No entanto, apesar de ser uma doença complexa, já é do senso comúm: ser diagnosticado com câncer é ter os dias de vidas contados.

Significa, portanto, um fim muito próximo. Cláro, há casos de pessoas que se curam e voltam a ter uma vida normal. Porém, em tais casos, são os tipos de câncer mais comúns onde os médicos já tem um lema: previnir é melhor que remediar e quanto antes detectar, melhor. Pois quando tal doença está em estágio avançado, é certeza absoluta de que o esforço dos médicos será apenas para prolongar a vida do paciente.

Falando do macrocosmo, um dos sinais de que a humanidade está sofrendo com um câncer é a feiura. Eu vejo cada vez mais jovens, especialmente garotas, que anos atrás eram lindas mas que sofreram um processo de degeneração progressiva até simplesmente se descaracterizarem por completo. Há um ideal nojento que abraça os excluídos sociais onde a beleza é o único critério de exclusão entre os perdedores. Mas vemos que hoje esse critério saiu dos excluídos – me referindo aos gangsters, prostitutas, criminosos, drogados e loucos – e tornou-se a cultura de massas.

Tal degeneração na aparência também acompanha uma degeneração moral. Transtornos de personalidade, traumas, frustrações e valores invertidos ou de cunho duvidoso. Tal processo, no entanto, mostra uma morte progressiva. Um fênomeno interessante é uma associação com o Cristianismo.

É comúm, no brasil, que hajam algumas igrejas de perdedores que modificam o cristianismo em benefício próprio. Óbvio que os membros também vão modificar as interpretações de tal grupo causando ainda mais caos. Na minha experiência pessoal, além dos problemas que eu tinha quando cristão em relação ao cristianismo em si mesmo, enfrentei outro ainda maior onde NINGUÉM, aboslutamente NINGUÉM com menos de 40 anos levava a sério. Todos só queriam acolhimento e não tinham nenhum compromisso com as tradições em si.

O “Corpo de Cristo” está em estado terminal de câncer, junto da civilização ocidental, e a descaracterização, deface, é um sinal disso. A morte do senso esstético nos jovens que estão se descaracterizando cada vez mais também é outro sinal de doença. O coronavírus é apenas um resfriado em comparação ao câncer do corpo Ocidental e do restante do mundo moderno. As células saudáveis não têm condições de lutar com um tumor que permeia todo o corpo. Muitas delas morrem, egolhidas pela doença.

A luta agora é pela sobrevivência e auto-preservação. Ainda que eu consiga realizar meu ideal de independência de uma civilização doentia e expandir a resistência de forma a unir as pessoas saudáveis num conjunto grande e forte o bastante para resistir a uma quantidade avassaladora de inimigos, uma hora ou outra o câncer também vai apodrecer o remanescente de células saudáveis, indo aos poucos rompendo os tecidos salutares. Uma idéia interessante para a cura do câncer seria a de fortalecer as células saudáveis de modo que elas mesmas sejam capazes de lutar contra a doença e desenvolverem a inteligência necessária para lutar contra os tumores.

Sendo a cura para o câncer a criação de um sistema imunológico capaz de lutar contra a formação de tumores, no macrocosmo seria, pois, a única saída para a humanidade. Pois vamos aos fatos. O tumor se espalhou pelo corpo todo e a remoção do mesmo implicaria em reproduzir tantas células para tantas funções prejudicadas que não sabemos como que um corpo tão doente ainda não morreu. Células saudáveis, no entanto, fortalecidas de modo a não sucumbirem as células cancêrigenas, vão se posicionar numa base de onde poderão recuperar boa parte do tecido celular perdido.

Então o processo pode ser considerado o seguinte:

  • Da recuperação de uma célula saudável surge um processo doloroso.
  • Assim que tal célula entra num estado semelhante ao de uma pura, começa o processo de fortalecimento da mesma para não adoecer.

Uma vez que a autoeducação é uma necessidade para não voltar para a matrix, ou não ser destruído pelo câncer do macrocosmo, a educação das novas gerações é uma das posições estrategicas a serem ocupadas. Pela individualização saudável, independência emocional e preenchimento das consciências independentes, as mesmas tornam-se exemplos de si mesmas. São pessoas felizes capazes de mostrarem a fonte do sucesso pelas próprias escolhas e ações simples, “monocromáticas”, que abrem as portas para a formação de novas pessoas.

Os homens e as mulheres livres devem negar o desejo de aprovação social e acolhimento pois os mesmos devem ser a fonte que vai acolher as crianças puras ou as pessoas que desejam sair da matrix. Com as regras atuais do jogo, a melhor posição não está na família (onde a infecção é instantânea).

Como meta de vida, buscarei estudar Engenharia Social pois até hoje doe no meu ao peito lembrar da descaracterização de muitas crianças e jovens que viraram zumbis, simplesmente foram destruídos por conta de uma civilização de loucos. Será a minha contribuição para a humanidade, ainda que insignificante no estado atual de coisas, mas tenho tempo.

Eu tenho a honestidade de dizer que estou buscando a ordem em mim mesmo para depois entregar a minha ordem para as pessoas. Muitos dizem que lutam em nome de uma causa mas apenas escondem as verdadeiras intenções e usam as pessoas de escada para se imporem em posições de poder e mudar por completo logo em seguida. Os valoers que eu desenvolver em mim mesmo vou transmitir ao próximo e é óbvio que estou defendendo um ideal baseado na minha concepção de mundo ideal. A diferença é que eu expresso o que eu realmente defendo e o que faz parte da minha personalidade. Qualquer um que decidir colaborar com meu projeto de vida por encontrar alguma nobreza no mesmo não vai se surpreender com mudanças subtas. Pois, diferente de certos filhos da puta que usam de rótulos e puxação de saco coletiva apenas para fazer merda no poder, eu sou eu mesmo.

Nascemos para nós mesmos e a primeira coisa que aprendemos é em relação ao instinto de auto-preservação. A próxima etapa, portanto, é a de buscar pertencer a algo e é nessa parte que a pessoa molda a própria síngularidade. Encontrei um pedaço de mim em muitos lugares da mesma forma que em muitos grupos encontrei vários motivos para não me identificar com eles. Dos fragmentos construí minha consciência e é essa síngularidade que me fizeram reconhecer sem romper com a humildade que minha luta é em nome da Verdade, pois qualquer filho da puta que lute por essas causas com nome – pelo catolicismo, pelo liberalismo, pelo raio da puta que pariu – estão usando as pessoas de maneira descarada! O pertencer a algo é o que eu espero criar junto de pessoas que são algo. É da síntese do ser de homens e mulheres livres, compartilhando dos mesmos valores que eu, que vou descobrir onde poderei repousar, mas não pertencer.

Por isso que faço uma esposição síncera do meu método filosófico que evita a farsa da impessoalidade. Só posso falar em meu nome e lutar em meu nome. Minha contribuição síncera com a ordem surge da necessidade de me sentir bem com as pessoas em torno. E como qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade, sei que ninugém iria se sentir bem vendo crianças e jovens sendo deformados por um sistema de canalhas!

Ps* Se eu disse que o “corpo de cristo” está com câncer, significa que sou Cristão? É uma interpretação errônea para o meu artigo, pois o mundo não é Cristão e este tumor, esta feiura planejada que foi gerada numa mente humana doentia e alimentada ao longo dos séculos afeta a todos. No entanto, o corpo da civilização Cristã também encontra-se em estado terminal. Logo, o corpo genérico diz respeito, em termos gerais, a espécie humana neste planeta.

Hora de escrever um monte de coisas óbvias.

Algo que muitos não possuem. No princípio, a função mais básica do ser é a de autopreservação. Instintos mais básicos e, como sabemos sobre as 5 funções mais básicas que o cérebro possue para obter o prazer, são os de se alimentar, buscar por novidades, amigos, ser amado e obter sexo (instinto reprodutor). Neste estágio, as críticas não são bem vindas de forma alguma, bem como qualquer forma de sofrimento que vá na direção contrária aos 5 prazeres. É comúm na infância, onde a primeira função cognitiva ainda está se desenvolvendo e se expressando de várias formas neuróticas.

Logo em seguida, os holofotes iluminam o palco da aprovação social. As críticas não são bem vindas pelo medo da rejeição. Se no primeiro estágio ocorre a autopreservação pessoal, no segundo ela avança um passo pois o sujeito tem a necessidade de estar sempre acolhido por um grupo. É comúm em adolescentes e adultos imaturos. O grande problema de quem vive de holofotes e aprovação social é a personalidade líquida – já que a modernidade asasim o é – por conta da necessidade de se modificar de modo a ser agradado pelo grupo. Pânico de ser diferente.

A terceira etapa consiste de personalizar o próprio ser, para se destacar e ser diferente. Já não é mais tão forte a necessidade de aprovação social pois a pessoa começa a buscar a aprovação pessoal. O processo também faz parte da adolescência – ou da imaturidade – por conta do sujeito estar tão concentrado nos castelos de cartas que constroe que qualquer crítica ou desafio é visto como forma de prejudicar os valores pessoais, e, como consequência, o próprio ser.

A consciência surge quando o indivíduo tem plena noção das coisas que vão causar danos ou prazeres e, acima de tudo, que boa parte das críticas servem para serem usadas como forma de auto-aperfeiçoamento. É onde as portas se abrem para novas possibilidades e para o desenvolvimento da inteligência emocional, pois em tal processo a pessoa aprende que há formas diferentes de obter o que se deseja de pessoas diferentes. Não ocorre mais a mesma birra e imposição nas vontades alheias, mas a negociação. Também entra a questão de estabelecer metas ao longo prazo.

Quando o indivíduo tem consciência, sabe quem é, vai buscar ser uma versão melhor de si mesmo. Autoconhecimento e a busca por significados maiores para a vida, além da maturidade necessária para assumir os próprios erros. Aumenta-se, pois, as observações de causa-e-efeito como forma de, a partir de um erro, saber como evitá-lo futuramente e agir melhor. Já não basta apenas beneficiar-se a si mesmo com algo, mas ao próximo. É também onde começam as reflexões sobre os mecânismos de defesa que não estão operando corretamente e a aplicação de correções na personalidade.

Logo em seguida, é de se esperar que a próxima etapa seja uma versão com correções, onde os erros e os mecânismos de defesa doentios se revelam apenas em momentos de estresse emocional – tendo em vista que os rastros de ΔFosB já criaram o costume de usar as redes neurais ruins e é necessário adaptar-se as novas circunstâncias – ou seja, é a nova versão intelectualmente corrigida que está buscando se preencher e se adaptar as vírtudes definitivas. Em momentos de autocontrole, é uma expressão autêntica do ser. É onde surge o desenvolvimento da terceira função cognitiva da pessoa.

Então, surge o estado de auto-consciência, ou a noção mesma dos processos consciêntes e inconscientes que moldam o comportamento do sujeito. Os conhecimentos objetivos são valorizados como forma de avaliar melhor as situações e a si mesmo. A busca pelo equilíbrio torna-se necessária diante do confronto de várias perspectivas diferentes que vão além do mero egocentrismo. A realidade torna-se o guia. A experiência e a observação/entendimento de outras perspectivas se faz necessária. Em termos de teoria cognitiva, é onde a pessoa finalmente consegue usar todas as 4 funções cognitivas para se guiar além da mera neurose. Os sistemas de defesa do ego são aplicados de maneira saudável.

Em suma, pode se dizer que o desenvolvimento saudável da consciência consiste em estar alerta sobre a realidade exterior e interior e encontrar uma forma de colocar harmonia entre ambas nos termos de presente, passado e futuro, interno e externo, emocional e racional e assim por diante. É tão natural e óbvio que nem precisava de um artigo para isso (apesar de que parece que estou vendo muitas pessoas travando em etapas do desenvolvimento natural das coisas por conta de mentiras e trapaças diversas).

Outra coisa interessante para se levar em consideração é que eventualmente alguém poderá estar em algum determinado grau de desenvolvimento da própria consciênscie e alguma forma de mentira ou manipulação psicológica pode fazer a pessoa acreditar estar em um nível superior. Relacionamentos abusivos por exemplo, em especial da mulher para o homem já que elas são as que mais cometem abusos psicológicos e estão amparadas pela cultura. Bem como a cultura pode interferir no processo de várias formas, como no caso do ginocêntrismo onde o homem se sente no dever de ser o provedor de confortos materiais e emocionais para a mulher e, se não seguir devidamente a função de escravo e vassalo, será taxado de egoísta (“você só pensa em você!”).

Em suma, há várias possibilidades para deformações, mas algo é notável é o padrão de defesas psicológicas e trapaças adotadas em cada uma das etapas. Quanto mais baixa for a etapa do desenvolvimento, mais bestial será a defesa psicológica aplicada. É algo que vai se refinando e dissimulando com a idade.

Equivalente a um livro de 40 páginas, este artigo é um ensaio sobre teoria cognitiva, propósito de vida e valores universais. Surge do meu ponto de ruptura com os propósitos e planos de vida ilusórios que me foram apresentados por uma civilização decadente. É a necessidade de re-formular os planos para poder seguir em frente. Meu público alvo são as pessoas de tipo Intuitivo Racional (NT), pois as propostas para a harmonia cognitiva partem da justiça sobre o amor.

Introdução

Estruturas estão presentes em receitas, obras de arte e na própria constituição fisiológica do corpo humano. Há um esqueleto, músculos, reservas de gordura e sangue, articulações, veias e artérias, pele e assim por diante. Tudo unido em um formato harmônico bem desenhado. Sob o rosto bonito de uma jovem ou do corpo austero de um homem forte há uma estrutura complexa.

Uma torta de limão pode ser tentadora. Há um processo que a torna assim. A vida dela começa assim que são misturados os ingredientes para fazer a massa – imagine a bagunça – moldar e rechear. Quem faz a própria comida entende cada pedaço da mesma. Orgulho saudável do cozinheiro Vs o espanto do cliente que é acostumado com pratos prontos e fica emocionado com a novidade.

Há coisas que já nos são apresentadas prontas mas no curso da vida há uma necessidade de montar outras mais importantes. As coisas que nossa consciência já nos apresenta como prontas tendem a buscar as oposições polares. Isso é ainda mais evidente na personalidade do ser humano. A conquista da própria alma é, também, a arte de dominar nossa natureza que está em oposição polar ao que somos. É a princesa dos contos de fadas (ou o principe, para as moças).

Agora vou apelar para a teoria cognitiva. Alguém que até os 20 anos dominou as duas primeiras funções cognitivas – o que é, digamos, o curso saudável do desenvolvimento de alguém, ainda que alguns cientistas neguem a teoria do desenvolvimento dos tipos enquanto outros obtém resultados brilhantes a partir dela – terá a segunda etapa destinada à dominar as funções em oposição polar. O ser humano ideal não nasce pronto, mas é o fruto da experiência e das escolhas que faz. Cada etapa representa uma dificuldade que deverá ser superada.

Não é atoa que a vocação é a síntese, também, do desenvolvimento da 3ª (de 4) função cognitiva. Pois quando as 3 primeiras funções estão alinhadas é de se esperar que a quarta fique estável. Cada tipo, em cada pessoa, represeta uma jornada diferente. A função cognitiva guiadora pode ser a mesma em um tipo, mas cada membro poderá expressar de uma maneira diferente.

As religiões, no geral, usam dos anjos como forma análoga de representar o ser humano perfeito. A diferença é que os anjos já nascem com a perfeição. No entanto, o ser humano torna-se perfeito escalando cada degrau da escada da perfeição através das próprias escolhas. Enquanto os demônios são formas de perversão de tudo o que é bom, como se não fossem planejados mas meramente permitidos.

Ponto de ruptura

Sísifo

Sísifo recebeu esta punição: foi condenado a, por toda a eternidade, rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido.Wikipédia

Um tema ideal para Sísifo seria a Silentium de Arvo Pärt.

É um castigo que mudou a Tabula Rasa, no sentido da estrutura da alma, de modo que a mesma deverá entrar em looping infinito até segunda ordem. O castigo torna-se, portanto, a estrutura do ser. O propósito da existência. O inicio e o fim. Também pode ser argumentado que a alma é apenas a estrutura de perceção pura e simples, de raciocínio em preto e branco que diz respeito apenas às escolhas binárias de sim e não.

Ainda que há pessoas que não concordem se a consciência humana, a individualidade e a síngularidade do ser comecem no cérebro, tentarei usar alma como sendo a estrutura de base da consciência. Base, no sentido de onde começa a existir a noção de ser e estar. Que é a percepção – da própria mente, inclusive – e as respostas entregues aos estímulos. Como gosto de mencionar em meus artigos, lembrem-se do desenho Ghost in The Shell.

Ghost, alma, Shell, interpretador de comandos do sistema operacional. Seja uma alma artificial ou humana, uma das questões mais importantes para o ser humano é o que realmente é a alma humana?

No sentido da Tabula Rasa, o Sísifo que está carregando a pedra é a tinta e o que está percebendo tudo, dentro dele, escolhendo continuar com o castigo – ou se entendendo como forçado, já que ele poderia simplesmente largar a porra da pedra e subir a montanha buscando uma saída, nem que tenha que morrer no mundo dos mortos – que é seu verdadeiro ser, ou melhor, a alma (Ghost). O castigo é a tinta que Sísifo deverá raspar da própria alma. Mas especular sobre Sísifo ter ou não ter como sair do castigo não vem ao caso.

É sobre looping que estou falando. O castigo de terminar um processo doloroso e encontrar a necessidade de repetir tal processo como única forma de seguir em frente. Do contrário, o que deverá ser feito é apenas andar pelo vázio esperando que a sorte entregue alguma outra alternativa mais interessante. O elo que tem com a linha de raciocínio inicial é bem simples: imagine que alguém preencheu a própria personalidade, com determinadas escolhas em relação a tal função cognitiva, e depois encontra-se em um momento da própria vida onde percebe que se encheu de veneno e deverá re-começar o processo, reconstruindo a própria personalidade.

Agora uma proposta para tornar o pensamento ainda mais simples. Sabemos que um vício cria um caminho cerebral que será reforçado a cada nova descarga de dopamina. ‎‎O ΔFosB é a proteína que o cérebro usa para fortalecer os novos caminhos neurais. Abundante na infância e juventude, mas que se reduz de maneira progressiva alimentando o ditado lobo velho não aprende novos truques.

Podemos criar um caminho neural saudável, como ao repetir uma vítude – no caso das artes marciais, por exemplo, não adianta aprender uma técnica para ser bom lutador, pois quanto mais ela for treinada melhor será a resposta tática durante a luta – ou não. Uma simples proteína pode mudar o rumo do cérebro. São nossas escolhas, de nossos hábitos, que vão determinar qual rede neural será mais bem estruturada e fortalecida por conta dela.

Claro, há muito mais coisas envolvidas. Mas se a composição bio-química do cérebro pode influênciar nas escolhas, sabemos que ele pode ser sabotado. Uma simples memória pode destruir a melhor das consciências. Doenças como esquizofrênia podem alterar a percepção da realidade por completo e detonar o sujeito, que terá que fazer escolhas com base na influência de um mundo completamente subjetivo.

Em um sonho, alguém poderá fazer coisas que sequer teria a coragem de fazer acordado. Pois está em uma outra realidade, recebendo outros estimulos. Mas ainda tem noção de que não é outra pessoa, mas continua sendo ninguém menos do que a mesma consciência que faz escolhas em tal corpo quando está acordado (ou no outro corpo, se sonhar ser outra pessoa, com outras memórias e em outra vida e ainda tem o caso dos sonhos onde somos apenas meros observadores, como num filme).

Logo, vamos supor uma estrutura do ser que não pode ser afetada pelas memórias, mas que escolhe o processo de como vai ler as memórias (mesmo que esteja, digamos, em outro corpo; o mesmo ghost mas em outro shell). Não pode ser afetado pelos sentidos, mas escolhe como vai interpretar os dados dos mesmos. Em suma, é a estrutura de base da personalidade cuja vida é o processo onde vamos moldando a mesma através das escolhas que nos são apresentadas. São as preferências cognitivas livres de perturbações, doenças e assim por diante. É o ponto de ruptura.

A união dos tipos

MBTI

Tentarei facilitar a leitura para os leitores que não estão familiarizados com a tipologia de Myers Briggs. Alguma noção da mesma será necessária para compreender o sentido alguns fenômenos que vou expor até chegar nos universais independentes de tipos e afins. Logo, quando um termo parecer incompreensível por eu não ter facilitado o bastante, o leitor terá que fazer algumas breves pesquisas.

O que vou descrever aqui pode penetrar mais fundo em pessoas cujo tipo psicológico tenha como função auxiliar – ou mesmo dominante – a intuição introvertida (Ni), que são estes 4: INFJ, ENFJ, INTJ e ENTJ. São pessoas orientadas por metas, propósitos e significado de vida. Uma ruptura com o propósito de vida cultivado logo nas primeiras etapas da mesma joga a pessoa no limbo. É um estado de choque, revolta, tristeza e, por fim, de aceitação. Confrontar um ideal morto é como tentar voltar do inferno escalando uma montanha, carregando uma pedra.

No caso dos tipos NJ a função Se – explicando resumidamente, são as Sensações extrovertidas, onde o ambiênte externo é a fonte de estímulo que é diferente das Sensações introvertidas pois estas olham os detalhes do ambiente e comparam com as memórias empíricas – surge ou como terciária ou como inferior – mecânismo de defesa ou um estado mais depressivo – e o sujeito começa a buscar outro propósito de vida que esteja relacionado com a causa que trouxe o anterior. Seria um desejo de vingança? Justiça? Deixar um mundo melhor para os filhos? É nesse momento que entra a função emocionalidade. Os valores da pessoa tornam-se a balança que definirá o novo destino.

Mesmo o mais frio dos psicopatas necessitam de alguma emoção, por mais ofuscada que esteja, para escolher as próprias ações. Aprovação social? Prazer? Metas? Idéias? Continuar vivo? Alguma coisa vai guiar o sujeito. Mesmo a mente mais preta e branca, composta de estruturação racional pura e esimples, terá alguma energia, digamos, vida. A função mais básica da alma humana que é a de receber os dados e dizer sim ou não para as ações propostas sobre os mesmos. A parte mais independente.

Lembrando que um ser humano pode ter propósitos de vida mas não necessariamente como a função cognitiva orientadora. Os ideais, em alguns casos, são irrelevantes ou simplesmente um mal necessário. Mas em outros, é algo tão sagrado que torna-se parte da própria personalidade. Ideais enganosos ou parasitas não podem ser aceitos de maneira alguma. Os conservadores possuem pavor de largar as próprias tradições – dentre eles alguns SJs – mesmo que elas já tenham sido abandonadas ou mesmo nunca deram certo, pois eles dependem da rotina amparada pela experiência (pois já é senso comúm amparado pela experiência da teoria cognitiva que a função Si, sensibilidade introvertida, tem pavor de novas experiências que quebram a rotina).

Enquanto o NJ usa do sistema como forma de atingir um ideal, um propósito ou mesmo sentido, o SJ usará do mesmo para manter a ordem vigente e a estabilidade. Um lutará para atingir um patamar elevado enquanto o outro vai lutar para proteger o que foi conquistado. O conquistador e o conservador. Ambos necessitam de conquistas materiais, mas o que difere é o destino, pois um lado é focado na segurança e o outro no desenvolvimento.

Em suas oposições polares, os outros tipos tendem a fazer as mesmas coisas como forma de demonstrar amadurecimento, já que tais funções estão presentes neles como oposição as dominantes e auxiliares. O que para um é a orientação, para outro permanece desconhecido até a idade adulta mais avançada. Muda a ordem que poderia ser: cumprir o dever, para depois curtir Vs Curtir o máximo antes de começar o dever. Ou seja, há pessoas que necessitam de atividades lúdicas enquanto outras necessitam da sensação de dever cumprido. São partes que se completam, como na estrutura da alma: NT<–>SP, NP<–>SJ.

Há quem diga que eu estaria dizendo que os tipos Prospecting são uns vagabundos preguiçosos enquanto os Judgers dão duro antes de curtir a vida. De fato é o que a experiência pessoal de muitos – a minha inclusa – mostra, no entanto, vale lembrar que estar com as obrigações em dia não é a função cognitiva orientadora em boa parte dos casos. Muitos não buscam uma ordem externa – seja de cunho emocional, FJ, ou a justiça pura e simpels, TJ – mas estão focados, nas funções de julgamento, na ordem presente no universo interior antes da exterior.

Isso é bom. É necessário. Imagine o que seria de nós sem os avanços dos tipos lógicos/matemáticos – racionalidade introvertida, Ti, caracterizada pelo tipo TP e, em especial, o INTP ou Lógico – ou sem a mitologia de Tolkien – um caso raro de um INFP que amadureceu antes da hora por conta da guerra e ao contrário de muitos jovens medrosos que temos hoje criando alguns estereótipos de tipo que fogem da proposta da teoria cognitiva.

É, pois, como na conquisda da princesa dos contos de fadas. Uma parte da alma voltada para a contemplação e outra para a ação. O significado está onde, na contemplação ou na ação? Está dentro ou fora? O correto é que hája um ponto de equilíbrio. O assunto que trato aqui pode ser, para uns, questão de amadurecimento e, para outros, as bases para a própria vida. Inda que eu esteja falando do motor que levará a conquista de um ideal, uma função conquistadora, o mesmo deverá ser preservado, uma função conservadora e é agora que entra a universalidade deste texto. Nota-se a necessidade das divergências das preferências cognitivas para a manutenção de uma sociedade humana saudável. Também existe uma necessidade, que a própria natureza já está suprindo, de que alguns tipos existam menos – ou mais – do que outros. Igualdade é algo que a própria natureza das divergências cognitivas provou que dá errado.

Logo, temos preferências cognitivas que podem variar conforme cada pessoa. Sabemos que o ideal é que estejam em harmonia pois quando uma sufoca as outras surgem neuroses de todos os tipos. O que levará, mais adiante, nas reflexões sobre o raciocínio em preto e branco que está no começo e no fim das preferências cognitivas de cada um. Mas antes disso, tenho que passar nos degraus que se referem aos propósitos de vida e alguns processos para atingir a harmonia cognitiva.

Harmonia cognitiva

Algumas frases sobre beleza extraídas do livro Da Arte do Belo, de Carlos Nougué.

“Para a beleza, requerem-se três coisas. Primeiro, sem dúvida, a integridade ou perfeição: as coisas que são diminutas, com efeito, são por isso mesmo feias. E a devida proporção ou consonância. E ainda a claridade. daí que se digam belas as coisas que têm cores nítidas” – Santo Tomás de Aquino em Suma Teológica.

“Suscitando a compaixão e o terror, a tragédia tem por efeito [...] a purgação dessas emoções”. Arístóteles em Poética.

Por fim, do próprio Carlos Nougué:

O homem é um animal de contemplação, de ação e de produção. Das obras que produz, umas são para uso ou benefício do corpo – são as artes chamadas servis –, enquanto outras são para uso ou benefício de seu espírito – são as artes ditas liberais. Entre estas, há aquelas que, mediante o belo, visam a fazer o homem propender ao bom e ao verdadeiro, e, mediante o horrendo, visam a fazê-lo afastar-se do mau e do falso: são as Artes do Belo, ou seja, a Literatura, o Teatro, o Cinema, a Música, a Dança (= Balé), a Pintura, a Escultura e, por certo ângulo, a Arquitetura.

_ É inegável a importância das Artes do Belo para a constituição de uma sã personalidade e para a formação da civilização. Vemos o Gênesis referir a invenção da arte da cítara e da flauta. Vemos as epopeias homéricas contribuir para a educação ético-política de gerações na Grécia antiga. Vemos a arte de Virgílio servir de alicerce para o Império Romano. Vemos os templos cristãos ser como “museus” de todas as artes em ordem à salvação das almas. Mas também vemos Platão, Aristóteles, Agostinho, Boécio, Tomás de Aquino estudá-las filosoficamente, com o que fundam uma ciência que se pode chamar poética e que se subordina à Lógica, à Política, à Teologia Sagrada._

A harmonia cognitiva é o estado que todos necessitam. Nossa personalidade é moldada por elementos internos e externos no presente, passado e futuro. Nossas memórias nos influênciam na medida em que damos algum significado. Nosso estado presente – nutrição, clima, saúde, beleza do ambiente, controle da situação, confiança e muitas outras coisas – é outro elemento da personalidade e a síntese de presente e passado é o que determina se estamos com esperança ou desespero no que tange o futuro. A harmonia cognitiva é quando todos os elementos que se relacionam com o nosso ser estão trabalhando juntos, na mesma medida e sem que um force o outro. Em suma, é também conhecido como estado de paz. O formato final é belo, bem estruturado, a energia corre sem perturbações ou instabilidades e ocorre o descanso.

“[...]então a mente funcionará devidamente ordenada. E, devidamente ordenada, estará em repouso. E estando em repouso, terá clareza de percepção. E, tendo clareza de percepção, estará incondicionada. E, estando incondicionada, estará no estado de inação pelo qual nada existe que nãsa ser conquistado.” – o Caminho do Dao.

O clima confortável, uma casa aconchegante e uma família acolhedora e bem estruturada faz toda a diferença no processo. A música também. Na verdade, ela pode servir tanto de anestésico para uma realidade dura como veneno para estimular os estados mais abomináveis que um ser humano pode ter. Desenvolver o bom gosto musical é uma etapa fundamental no desenvolvimento das emoções e da personalidade. Não sou de racionalizar emoções – pois é algo que deve ser sentido – mas no que tange a música é o que diz respeito a necessidade humana de se alimentar Das artes do Belo – que também é o tema do livro de Carlos Nougué. Ainda que o sujeito não tenha alguma religião, o consumo de boa arte é o que vai produzir emoções saudáveis na tomada de decisão. Pode ser impactante ao ponto do sujeito se corromper ou adotar alguma religião ou filosofia de vida pelo simples fato da carga emocional que a acompanha ser forte e bela.

Poucas pessoas conseguem a ordem interior num ambiente externo. A influência que o mesmo pode ter sobre as nossas emoções é gritante e é algo que pode esmagar qualquer um. Claro, como vemos em relatos dos campos de concentração, há quem tenha conseguido encontrar beleza e ordem no meio do inferno. Nem que seja o mero pôr do sol e uma esperança de um futuro ideal – ou mesmo da imagem do céu.

Logo, a alma aspira por beleza. É algo que foge do entendimento pois está nas bases. Ouça estas músicas:

  • Itzhak Perlman – Pablo de Sarasate, Zigeunerweisen Op.20

  • Perlman & Zukerman – Shostakovich: Three Duets for Two Violins & Piano, Opus 97d

  • Debussy, Children's corner 4. The snow is dancing

  • Schubert Auf dem Wasser zu singen : Camille Thomas and Beatrice Berrut

São a beleza pura e simples. Chega através de sensações, afetando diretamente as emoções e rompendo qualquer barreira racional, por mais dura que a pessoa seja. Quem quer que leia O livro de ouro da história da Música por Otto Maria Carpeaux ficará espantado porque o desgaçado não se contentava apenas com a sensibilidade de ouvir a música, mas de ler a partitura e encontrar as músicas que se dirigem aos sentidos ou ao intelecto! Na própria representação das músicas existe ordem, que leva até a beleza.

Outras apelam para a imaginação subjetiva (que dependem do eco que vai fazer na experiência daquele que escuta):

  • Triste plaisir et douleureuse joye – Gilles Binchois / Sollazzo Ensemble

E, por fim, há músicas que querem contar uma história específica e emitir a carga emocional da mesma.

  • Pergolesi׃ Stabat mater, for soprano & alto ¦ Les Talens Lyriques

Elas nos deixam em estados emocionais. Rompem as barreiras do cérebro pois o moldam. Claro, há bestas que preferem moldar o cérebro com histórias de sexo, ostentação e drogas acompanhadas da emoção do mais completo ódio e caos. Alguns lixos musicais parecem mais furadeiras ou liquidificadores (ou mesmo retardados mentais fazendo sons esquisitos e cuspindo no ouvinte).

No entanto, ainda sim, são emoções. São estruturas cerebrais. O objetivo da harmonia cognitiva é a paz. A música que leva a paz tende a nos deixar em um estado de jovem apaixonado. Uma mistura de indiferença com clareza de percepção do mundo externo. É o foda-se tudo, exceto essa sensação boa. É nesse estado que temos capacidade de fazer boas escolhas, pois amamos a beleza em si mesma.

O que acontece com músicas temáticas é o efeito de significar a beleza. “Que, mediante o belo, se ordenam a fazer o homem propender ao bom e ao verdadeiro, e, mediante o horrrendo, a fazê-lo afastar-se do mau e do falso”. Outras já tentam empurrar algum produto, religião, partido e afins para a pessoa, pois, a primeira impressão é a que fica. Já eu entendo como sendo o melhor na formação do ser a contemplação pura e simples daquilo que é belo em si mesmo.

A pessoa deve reconhecer a beleza. Reconhecer algo que é bom para s e para o próximo. A música faz parte do processo de tal educação. A literatura, quando está próxima da realidade dos fatos e da natureza humana, ajuda na significação de muitas coisas. É o momento de se colocar no lugar do próximo e avaliar se o que está acontecendo é justo e bom para todos. Por fim, o senso de medidas e proporções que todo ser humano saudável deve ter para que qualquer raciocínio seja verdadeiro.

O que uma pessoa idealiza como o local adequado para estar em paz? Onde entra o conformismo, satisfação, insatisfação e revolta? É o que a personalidade de cada um vai gritar para o mundo. O que vamos defender, atacar, destruir e construir? São mutações, movimentos e uma constante que observamos até mesmo no universo. Por estar em movimento, a forma que o universo usa para se equilibrar é o confronto entre forças polares que se alternam periódicamente para que uma não destrua o lado bom da outra e vice-versa. É o Yin e Yang.

Amor Vs. Ódio. Alegria Vs. Tristeza. Coragem Vs. Temor. Há uma necessidade para cada uma dessas coisas. Uma direção adequada. A ordem, por fim, na harmonia cognitiva, é quando os processos de emissão de energia que pertencem a cada uma dessas emoções correm nas direções adequadas. Quanto mais próximo da ordem uma mente está, quando ocorrem os momentos de caos, ela tem um senso de direção para onde ir. O propósito da educação, por fim, é fornecer tal senso de direção.

Logo, a harmonia cognitiva é o senso de direção que pode ser obtido quando as funções cognitivas estão bem direcionadas. A educação é o processo usado para obter a mesma. Por fim, a personalidade é, também, a forma como a pessoa vai lutar pela harmonia por conta das preferências cognitivas.

8 forças

8 Trigamas

É a expressão de 8 forças presentes na alma humana, que convergem para lados diferentes, sendo que cada pessoa usa 4 delas sobre as oposições polares, já que são 4 grupos que, assim como 4 moedas, possuem 2 lados diferentes. Sim, os 4 grupos podem ser divididos em 2 direções diferentes e complementares.

  1. Amor próprio.
  2. Amor ao próximo.
  3. Contemplação interior.
  4. Contemplação exterior.
  5. Significação externa.
  6. Significação interna.
  7. Ordenação interna.
  8. Ordenação externa.
Grupo Força Significado
1 1 e 2 EMOÇÃO
2 3 e 4 SENSAÇÃO
3 5 e 6 INTUIÇÃO
4 7 e 8 INTELECÇÃO

Qualidades de cada grupo: 1. Amar. 2. Penetrar. 3. Transcender. 4. Ordenar.

Função de cada grupo: 1 e 4: Ordenar a informação (perceber). 2 e 3: Julgar a informação (julgar).

Se damos signifcado ao que está fora de nós, guardamos uma mémoria rica em significado, logo, o acesso será através da contemplação interior (o que pode ser enganoso em alguns casos, como em muitas pessoas que vivem ilusões amorosas). Mas se damos significado ao que está dentro (Significação interna), logo, usaremos da contemplacão exterior para obter os dados e teremos a tendência de proteger o mundo externo que contemplamos. Em outros casos, o desejo será o de defender o mundo interno. Se buscamos salvar as informações de maneira ordenada, vamos ler de maneira ordenada e a necessidade interna será a de revisar as informações guardadas de modo a fazer o purgatório de idéias.

Agora há pessoas que desenvolvem a vírtude de ordenar as informações internas e esse foco de processamento acaba atrapalhando no processo de ordenar o mundo exterior. São os inventores Vs os estrategistas. Os matemáticos Vs os lógicos. Poetas Vs Gramáticos. Cada pessoa vai escolher o lado que fornecer maior conforto e tal conforto está determinado na estrutura da própria alma. Nenhum é mais importante do que o outro e todos são necessários. No entanto, cada personalidade vai escolher uma ordem e, consequentemente, uma direção para cada qualidade – interna ou externa.

Lembrando que todos podem aproveitar cada uma das forças, mas existem preferências, já que elas correm em direções diferentes umas das outras. O amor – no sentido mais passional – e a ordem – na justiça completamente imparcial que segue as regras do jogo à risca – podem entrar em harmônia mas não podem andar na mesma direção. Perdão e punição andam em direções opostas. Quem aplica a justiça necessita da mais absoluta integridade interior, do contrário, será um tirâno, pois as direções complementares que cada alma tem estão em oposições polares. Quem tem a ordem exterior e busca a justiça, tem o amor interior e ama a si próprio, logo, deverá desenvolver um senso moral muito forte e práticar a compaixão, pois é uma fraqueza que eventualmente pode se expressar ou no ódio ou em dar tudo para o próximo sem pensar em si. O que reprimimos pode, um dia, aparecer com força total e avassaladora quando nossas forças conscientes cansarem por doença ou outro estado de inferioridade psiquica.

No entanto, no caso de quem busca amar ao próximo mais do que a si próprio, estará fadado a ser duro consigo mesmo pois a justiça estará voltada ao mundo interior. Mas existem casos de doenças na alma onde, por exemplo, uma pessoa que tem a justiça externa ame por um senso de dever e se puna por ter enfraquecido o amor próprio para se sacrificar por outra pessoa. É alguém que está agindo de maneira oposta a própria estrutura e, por não ter se amadurecido em tal estilo de vida por saber ser uma etapa de transição, vê-se num estado de total ruptura com a própria personalidade e entrará em depressão por não conhecer a si próprio. Além de muitas outras possibilidades (como a automutilação de uma adolescente problemática por ter perdido um bom provedor e se culpa em nome do conforto que perdeu). Mas, em suma, aqui no que tange as 8 forças estou falando de 8 estruturas por onde a energia corre. A forma.

A energia corre para o mundo interno e externo de diferentes formas. A harmonia, como já disse, surge quando o indivíduo aprende a usar cada função de maneira equilibrada. Pessoas diferentes para tarefas diferentes. Surge, portanto, uma necessidade de universalizar as pessoas para que haja uma compatibilidade geral.

No entanto, existe a necessidade tática de tratar cada um da forma tal como é, para uma administração ordenada do sistema: pode ser uma empresa, família, ordem religosa, escola e assim por diante. Vou chamar isso de engenharia social (ainda que muitos associem com acessar informações confidênciais de uma empresa através dos funcionários despreparados). Um engenheiro de software vai pensar em todas as possibilidades do run time do programa. Desde os erros até as correções automáticas que podem ser feitas. Depois, cabe ao administrador de sistemas observar o comportamento do software, reportar as falhas e a equipe de suporte vai realizar as devidas modificações.

Há um vasto tópico em Ciências da Computação sobre teste de softwares. Mas em sociedades humanas os testes implicam no risco de matar milhões de inocentes. Um programador meia boca, tipo Karl Marx, vai conseguir um saldo de mortes enorme num genocídio para implantar o comunismo. Nas relações humanas, a experiência dos antigos é muito preciosa. Note que não estou falando de religião, é um outro assunto. Estou falando de aprender com os erros e acertos do passado.

A filosofia anda em círculos. Por hora, já temos reflexões o bastante das 8 forças e sabemos que em cada ser humano elas vão se manifestar de maneiras distintas. No entanto, vamos dizer que as funções cognitivas sejam o corpo enquanto há uma parte da alma que está acima delas e que é comúm em todas as pessoas. Pode ser em preto e branco, em termos de raciocínio binário de verdadeiro ou falso, ou pode ser matizado, no sentido de que há outras possibilidades a serem exploradas. Ambas as divisões encontram-se em oposições polares mas ainda sim, regulam o restante do ser.

A alma em preto e branco

São as estruturas por onde a energia será canalizada. Para ser mais específico, é uma alma racional. Vamos pensar no famoso experimento de Maria no quarto preto e branco:

“Maria é uma cientista, e a especialidade dela são as cores, ela sabe tudo que tem que saber sobre as cores, toda e qualquer propriedade que as cores podem ter. Mas ela mora em um quarto preto e branco, ela nasceu lá e foi educada lá. Maria só consegue observar o mundo exterior em um monitor preto e branco. E um dia, alguém abre a porta, Maria sai andando e ela vê o céu azul, naquele momento ela aprende uma coisa que todo estudo dela não pode explicar, ela aprende o sentimento de ver as cores.” – Frank Jackson, 1982. Texto extraído do filme Ex-Machina e transcrito no site O Super Nerd.

Ou é verdadeiro ou é falso. 0 ou 1. É a estrutura de um programa de computador. Busca a ordem. É uma parte necessária do ser pois ninguém sobrevive no caos. Ela pode estar consciente ou não. No caso de estar consciente, será a prioridade e vice-versa.

Os fins justificam os meios. Não importa a forma como o objetivo será alcançado, o importante é que ele seja alcançado. A substância importa mais do que o processo.

A alma matizada

É meu pai, é minha família. E isso deveria acabar pelas minhas próprias mãos.

Os fins precisam de uma história. Os meios devem conter algum significado emocional em cada impressão pois é algo que será recordado pelo processo, não pela substância.

Uma vez que a alma em preto e branco é estruturada, a alma matizada é a versão colorida das formas. Já não pode mais ser expressada em esquemas. Pode ser as cores de uma degeneração ou da perfeição. O universo segue uma hierarquia necessaria para a manutenção da ordem.

Ocasionalmente é difícil que alguma pessoa normal esteja em uma das bordas pois sempre terá um balanço de cor e estrutura. O que ocorre é que quem vive de cores esquece das formas e quem vive de formas esquece das cores.

Pintar um objeto de uma cor diferente não mudará a natureza do mesmo.

A cor, a vida, não pode surgir no caos como algo belo. Do contrário, levará a destruição. A alma matizada é dependente da alma em preto e branco no sentido mais estrito da submissão. Nota-se que são duas partes do ser. No entanto, ela não serve para ter um fim. Ela serve, portanto, para o momento presente.

A alma matizada é a alma no presente, livre de perturbações – pois o destino e origem estão em outra parte da mesma – e apenas expressando o próprio formato. A necessidade da alma matizada é, portanto, a de expressar a indivídualidade. Busca preencher o vázio racional com a vida emocional.

Os contos de fadas mostram a princesa inútil, mas bela, que se encontra com o principe foda pra caralho que faz todo o trabalho duro para que ela o alegre para sempre. Sim, jovem, é algo bem patriarcal. Mas os contos de fadas estão escondendo um símbolo. Tal símbolo é da pessoa completa.

Vida monocromática

O voi che siete in piccioletta barca, desiderosi d'ascoltar, seguiti dietro al mio legno che cantando varca, [tornate a riveder li vostri liti:] Non vi mettete in pelago, ché forse, perdendo me, rimarreste smarriti. L'acqua ch'io prendo giá mai non si corse; Minerva spira è conducemi Appollo, è nove Muse mi dimostran l'Orse.

VÓS, que em frágil barquinha navegando, Desejosos de ouvir, haveis seguido Meu baixel, que proeja e vai cantando, Volvei à plaga, donde haveis partido, O pélago evitai; que, em me perdendo, Vosso rumo talvez tereis perdido. Ondas ninguém cortou, que vou correndo, Sopra Minerva e me conduz Apolo E o Norte as Musas mostram-me, a que eu tendo.

- A DIVINA COMÉDIA, CANTO II – Dante.

Em ambos os casos de uma pessoa que vive em preto e branco ou de forma matizada, cheia de emoções, há uma estrutura oposta da qual não é notada.

Uma vez que a harmonia cognitiva depende de boas condições de saúde e, como sabemos sobre a ciência dos vícios, implica que o prazer excessivo também pode destruir um cérebro, é necessário uma boa dosagem entre prazer e dever.

Levando isso para mais pessoas, nota-se a necessidade da harmonia interpessoal. No entanto, o mundo é caótico. O Brasil nem se fala, quando alguém precisa de silêncio para fazer algo importante, imediatamente surge um filho da puta com carro de gás ou de ovo fazendo barulhos infernais que podem ser escutados num raio de 2km.

Estruturas que permitem a colaboração coletiva e as liberdades individuais. Bem sei que nunca que o mundo chegará em tal patamar, especialmente nessa etapa de governo de filhos da puta. Portanto, um estilo de vida harmônico é escolha pessoal de cada um. Mas... Para quem que não é indicado?

  • Pessoas que não se importam nem um pouco com a própria existência e vão se sacrificar pelo bem de algum outro ser.

  • Imorais que querem se afundar em prazeres – ou mesmo masoquistas – acima do que o corpo saudável pode suportar sem desenvolver alguma doença psico-somática.

  • Aos que desejam apenas destruir tudo.

  • Ativistas e utopistas de todos os tipos.

  • Pessoas emotivas e carentes.

  • Fanáticos religiosos.

É um ideal para quem deseja ter paz de espírito e uma vida de qualidade. Permite lutar por aprimoramentos no mundo, mas, sem participar do mesmo. É uma posição estratégica que permite cultivar conhecimento, saúde e talentos. Parte do entendimento do real tal como ele é. Seco, equilibrado, contém cores mas não exagera. Contém estruturas em tudo. Por isso que é monocromático. Ou melhor, estrutura de cores monocromáticas.

Qual é a premissa fundamental, portanto, que vai guiar os passos até o desenvolvimento de tal estilo? A palavra-chave é órdem. Vejamos no caso do tempo. Sabemos que se, ao retroceder em tudo que é cognoscível no universo, buscando as origens, é necessário que haja um ponto onde não se pode mais retroceder. O começo de todas as coisas. Sendo ou não sendo algo cíclico, terá, por definição, a origem acima do tempo. Se está acima do tempo, está acima do espaço e da matéria. Está acima, sobre, o natural.

No natural, entretanto, encontra-se ordem. É admirável a precisão matemática do universo. A forma como o mesmo se comporta, em vários padrões belos, bem estruturados até que tal magnitude permitiu que tudo isso tivesse como centro a vida consciente neste planeta. Como seres humanos, somos criação do universo. Temos consciência dentro do universo. O universo existe dentro do natural. O natural tem suas leis regidas pelo sobrenatural. Logo, a consciência humana é a imagem da consciência sobrenatural que arquitetou todas as coisas.

O objetivo da consiência sobrenatural no universo exterior à nossa mente é o de manter a ordem. Se tiver que dar um terremoto que matará milhões de inocentes para manter as coisas funcionando, vai acontecer tal terremoto. É inevitável. Como tal consiência sobrenatural, a sobre-cosnciência, nossa consciência serve para colocar ordem em nós mesmos. Em outros termos, onde nosso poder alcançar vamos buscar a ordem.

Pessoas doentes buscam o caos acreditando que estão buscando a ordem. Na lei natural, comúm em todos os povos, vemos que existe um padrão moral comúm: não matar, roubar, trair o povo e a família e assim por diante. Vemos também que as pessoas que quebram as leis naturais acabam criando sistemas opressivos ainda piores do que a crueldade da natureza em si. É fundamental aprender com a experiência dos povos antigos para construir amplos horizontes de consciência. Pois eles vão revelar melhor como funciona a ordem na natureza humana.

Obter conhecimento é parte fundamental de qualquer estilo de vida que busca a ordem. Cada um deve fazer de acordo com a própria religião ou filosofia de vida. Na minha experiência com religiões eu percebi que é a nossa vida que vai definir o que seremos depois dela. Em suma, nosso corpo morre mas nossa consciência não. Portanto, o foco deve ser a realidade pois o que vem depois da mesma ainda não nos diz respeito.

Algumas pessoas tentam entrar em contato com a ordem suprema. Eu tive várias razões para perceber que tal ato só levará a loucura. As pessoas ficam sugestionáveis e chamam de milagre qualquer evento que não compreendem e sequer investigam o que realmente está acontecendo. Nós é quem damos significado aos eventos externos dando anjos, deuses e qualquer outra coisa aos eventos e isso ofusca o intelecto e adoece o método cientifico da mente.

Entendo que estou aqui e tenho que viver aqui. Há pessoas tão conscientes como eu e não posso tratar o próximo da forma como eu não gostaria de ser tratado. A caridade também não deve me destruir, mas ajudar a manter a ordem, dando algum conforto para que as outras consciências não adoeçam e produzam algo de positivo.

Há pessoas que vão escolher dar tudo de si para o próximo. Outras vão tirar tudo do próximo. Eu sou apenas um sujeito que quer ser normal. É um absurdo que alguém diga que o universo neutro, que se equilibra através de oposições polares em conflito, é fruto de uma consciência que vai me destruir se eu não estiver em um extremo polar que vai me adoecer. A própria prática do Rosário Católico me adoeceu e conheço muitos casos de camaradas que ficaram permanentemente inválidos por conta disso!

Não cabe a este artigo entrar em profundidade sobre o assunto do cristianismo mas adianto que é uma religião morta de uma civilização que será tratada, futuramente, da mesma forma que a Grega ou Romana. É a Tabula Rasa das civilizações. Nascem, com deuses e ídolos, tem o auge e depois são conquistadas ou destruídas pelos próprios membros tolos.

Eu não tenho o dever de quebrar a cabeça por uma coisa morta. Ser conservador nos dias de hoje é acreditar que vai re-erguer algo que não tem mais como se levantar. É, também, deixar uma brecha para que inimigos entrem em nossas vidas por compartilharem do mesmo rótulo de “cristão” bonzinho. Como muita vagabunda que só usa do cristianismo quando convém, mas que segue um código de conduta próprio que busca apenas a auto-preservação enquanto os homens são criados para serem vassalos estúpidos que se sacrificam com chifres na testa.

Eu busco apenas manter a ordem em mim mesmo e no ambiente em torno como forma de preservar minhas emoções. Tento adicionar cor mas por ter a natureza em preto e branco acabou que as cores ficaram monocromáticas e isso é bom. É uma forma de adaptação que funciona e este estilo me permite ver as coisas da forma tal como são, não da forma que as pessoas dizem ser.

Lutar para forçar a suposta perfeição nas pessoas ou o paraíso terreno é inútil. Mas lutar pela liberdade e para proteger a ordem e o bem estar das pessoas que não contribuem com o caos é, pois, o estado neutro que permite a paz. Clareza de percepção permite a clareza de ações, táticas e assim por diante. Logo, é o que permite as estratégias para expandir a ordem.

Inda que seja no profundo Inferno: Reinar no Inferno preferir nos cumpre À vileza de ser no Céu escravos.

- Paraíso Perdido – John Milton.

Conclusão

O estilo de vida proposto para a harmonia cognitiva pode ser uma posição estratégica para quem tem algum outro plano – como um sacrifício maior em nome de alguma causa – ou mesmo a zona de estabilidade para quem simplesmente quer uma vida confortável, livre de perturbações.

Uma feminista fanática poderia tirar proveito tanto quanto um MGTOW convicto para se livrarem do machismo patriarcal ou do estado ginocêntrico. Um Cristão poderia tirar proveito para que, através de uma posição livre das influências doentias deste século de degenerados, tentar lutar pela restauração da cristandande e da nova cultura. Mesmo um ateu pode se beneficiar pois não teria qualquer compromisso com o sobrenatural/consciente inacessível mas apenas com a realidade objetiva e disso poderia começar alguma pesquisa benéfica.

Encontrar o lado bom em cada ser humano é uma vírtude. Eu mesmo odeio assumir rótulos, religiões e causas porque nenhum é pleno. Não há senhor digno de ser servido. Mentem para nós, enfiam um mestre dos fanthes na nossa alma que serve para as figuras de autoridade de determinada ordem nos controlar e, por fim, destruir e usar. Já encontrei ateus com concsiência moral muito melhor que a de muitos cristãos. Em outros momentos, apesar das desgraças do feminismo, já encontrei mulheres nesse meio que tinham valores corretos ainda que sendo usadas como peões num jogo maior. Eu não sou melhor que uma pessoa boa por pertencer a um outro grupo. Meu único compromisso é com a realidade. O objetivo. A Verdade.

A vida monocromática, ou, digamos, minimalista – permitindo prazeres desde que sustentados pela ordem para que não causem algum dano futuro – e independente de afeição ou aprovação social permite que cada um descubra e personalize o próprio caminho com a consciência leve. Há muitos outros estilos de vida que impõe uma certa pressão sobre o indivíduo que o forçam a agir contra a realidade atual, vivendo em esquemas inoperantes, ineficientes que, no final, só servem para destruir a mente. Tiram por completo a cor da vida do sujeito em nome de qualquer paraíso – terreno ou não – para que o mesmo seja escravo de alguma idolatria estúpida.

Por outro lado, há quem viva de cores. Usa das estruturas racionais apenas quando convém pois deseja apenas a auto-preservação e os prazeres momentâneos. Usa e abusa do próximo e só quando se fode que aprende a valorizar a ordem, mas, como a experiência mostra, quando é tarde demais. Uma pessoa disciplinada ao extremo deverá aprender a colocar cor na vida. Por outro lado, uma pessoa dependente demais das outras, incapaz de ordenar a própria vida, terá que sofrer para a aplicação. Há também, pois, uma linha de pensamento maior que sustentou este artigo que é apenas um resumo de toda uma experiência. No entanto, por não acreditar que todos são idiotas, creio que o leitor mais esperto poderá aplicar o processo harmônico de modo benéfico. Ainda há muito o que melhorar e desenvolver por aqui e faço destas idéias uma espécie de projeto opensource.

Pensando.

A grande mídia ainda está abafando o caso da técnica de enfermagem que teve traumatismo craniano após ter sido espancada numa estação de trem em São Paulo. Ao menos tiveram a decência de fazer uma notinha de rodapé em relação aos casos de profissionais da saúde sendo hostilizados. É simplesmente um absurdo. A população brasileira é o opróbrio da humanidade.

São pessoas que confundem processo com substância e acreditam que o profissional que está no hospital simplesmente brotou lá. Não olham para o trabalhador que sai de casa todos os dias para atender um bando de gente mesquinha e ingrata. O mesmo povo que curte o carnaval em época de epidêmia fica com medo dos profissionais da saúde nos transportes públicos e os espanca. A postura do presidente Jair Bolsonaro é de envergonhar até mesmo áqueles que o elegeram:

Eu assumo que no meu artigo sobre a perspectiva teatral do coronavírus eu fui parcial e olhei apenas para o embuste da grande mídia. Porcos como são é difícil de levar a sério quem nunca fez um trabalho decente, através da seleção parcial dde conteúdo e toda forma de lavagem cerebral. Também não previ que as perspectivas seriam tão tenebrosas para o holocausto que esta por vir, já que a cura está prevista apenas para o próximo ano.

A população ou está em pânico, ou simplesmente está tocando o foda-se para qualquer ato de prudência. Não conseguem agir normalmente e precisam fazer merda. É muito simples: a grande mídia perdeu o crédito ao longo dos anos de modo que o povo enxerga tudo como teatro, maquinação e embuste, ainda que inconscientemente. Os homens que já desacreditaram dela por completo, no entanto, contrariam tudo o que é pregado por quem tem fama de mentiroso.

Como consequência, a população fica dividida entre os rebeldes, que vão quebrar regras para mostrar que é só uma gripinha, os descontrolados que entram em pânico e só fazem cagada enquanto os mais sensatos vão tocar a vida normalmente – mas com cautela, repito, com cautela – pois sabem que depois de toda tempestade aparece um arco-íris.

Estou me desculpando por meu resumo para brasileiros pois de certa forma, ainda que meu alcance seja muito pequeno, eu fui um dos hipócritas que pregou a imprudência. Mas eu não estava completamente errado no que diz respeito a um dos fatores que espalham o vírus: as vírtudes e o planejamento das cidades. Centros urbanos super movimentados, na minha cidade, por exemplo, há ratos e mendigos num chão que fede pra caralho, perto das estações de trem (tornando o coronavírus brincadeira de criança perto das doenças que têm nesses lugares). Logo, o que vêm depois desse “imprevisto”? Vamos continuar repetindo os mesmos erros?

No meu estilo de vida, eu sempre mantive distância das pessoas estranhas. Na calçada eu preciso de 5 metros entre cada pessoa – de preferência 10. Odeio transporte público e como não preciso ficar saindo da cidade, ou vou andando ou pedalando para não gerar poluição. Não cago fora de casa e sou cuidadoso com a higiene pessoal. Em suma, ao longo da minha vida eu vou buscando maneiras de depender cada vez menos do sistema. Espero ter condições de me isolar por completo da civilização – claro, aproveitando dos confortos que ela dispõe, do contrário eu já estaria morando com os índios – e o cenário atual mostra que deve-se fazer isso.

Vou focar minhas idéias no pós corona. Até porque se eu me infectar não terei futuro algum. Morrer? Todos nós vamos. Ver meus inimigos morrendo? Será bom. Perder pessoas queridas? Morreremos juntos. Mas por hora, é necessário viver o momento presente. Os recursos que me forem apresentados para curtir a solidão e isolamento serão bem aproveitados. Violino, estradas e ruas desertas para pedalar, treinos com o peso do corpo e meditação sobre artes marciais. Livros, contato com os loucos da família (alguns eu espero que tenham o CPF cancelado por conta do coronavírus). E o mais legal de tudo: ver os mesmos idiotas que agrediram enfermeiras nos vagões de trem implorando para serem atendidos por uma.

Eu ficaria muito feliz de ver os filhos da puta que quebraram o crânio de uma pobre técnica em enfermagem agonizando com o pulmão prestes a explodir. Eles cospem nas pessoas que vão cuidar deles. Povo nojento, eu simplesmente perdi qualquer sentimento de empatia por pessoas asssim. Sinto ao mesmo tempo alegria e desgosto. Desgosto por ver que sou miserável ao ponto de ter o mesmo destino das pessoas que eu desprezo e odeio. Reconheço que sou humano como qualquer outro e que minha vida não vale mais que a do próximo, mas é revoltante que pessoas esforçadas estejam no mesmo patamar de vagabundos inúteis que precisam parasitar a sociedade. É até bom para a vírtude a humildade. Mas por outro lado, como sou alguém que acha flores no deserto, encontrei a alegria de saber que, ao menos, verei muitos inimigos indo para a cova.

Youjo 2