Sobre experiências

Viver também é reconhecer que somos parte de um todo imensurável e que sim, aprendemos com erros e reconhecemos que poderíamos ter feito melhor. Na próxima vez, iremos fazer mais do que antes, colocar mais intensidade nas coisas. Filosofia barata, mas quem nunca se pegou 'pensando na vida' e todas as ações que fez até agora?

É tipo reencontrar uma amiga de infância, da época da escola, cuja amizade foi parada por causa das circunstâncias do tempo e das coisas. E de repente vocês percebem que estão conversando sobre tudo aquilo que ficou pendente ao passar dos anos. Falamos daquela amiga que era muito próxima, daquela outra que chorava de ciúmes, comentamos o episódio em que participamos de um festival cultural do colégio onde fomos vestidos de hippie. Lembramos quando uma amiga se declarou para a outra e elas pararam de se falar. A adolescência e os hormônios à flor da pele. Revelações de que João ficou com Maria e eu até hoje não sabia.

Parece que ali o tempo foi refeito. No momento que conversávamos, a quebra do tempo foi sendo ligeiramente consertada — uma cola imaginária juntava os nossos pedaços. Um gap de mais de 15 anos. Com o tempo mostrando a sua potência irrefreável, nos reconhecemos maduros, calejados de experiências, vivências que nos forçaram a entender que a vida não era só estudar e ir para casa e no dia seguinte voltar à escola. A vida se mostrou ser um grande emaranhado de situações, tentativas, aprendizados.

O encontro finalizou com um sonoro “não vamos esperar mais 15 anos para nos vermos novamente!”